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Memórias de novembro: confira os destaques

Eficácia do benzonidazol na fase crônica da doença de Chagas e fatores de risco para o desenvolvimento de reações durante o tratamento da hanseníase são alguns dos temas deste número
Por Jornalismo IOC21/10/2013 - Atualizado em 10/12/2019

Eficácia do benzonidazol na fase crônica da doença de Chagas e fatores de risco para o desenvolvimento de reações durante o tratamento da hanseníase são alguns dos temas deste número

Já está no ar a edição de novembro da revista científica Memórias do Instituto Oswaldo Cruz. A publicação que conta com uma versão online e de acesso gratuito traz 22 artigos originais preparados por cientistas das Américas, África, Ásia e Europa, sobre doenças tropicais e biologia celular e molecular. Neste número, os leitores conferem um estudo sobre as reações hansênicas, fenômeno de ordem imunológica que atinge parte dos pacientes com hanseníase durante o tratamento, além de uma pesquisa que mostra a influência de polimorfismos genéticos da Taenia solium no desenvolvimento da neurocisticercose. A edição conta, ainda, com uma pesquisa desenvolvida por centros de pesquisa de Minas Gerais em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O foco foi a eficácia do benzonidazol em pacientes com a forma crônica da doença de Chagas. Saiba mais sobre os artigos abaixo e confira o número na íntegra.

Benzonidazol para a forma indeterminada de Chagas

Embora existam evidências de que o benzonidazol, quimioterápico usado contra o agente etiológico causador da doença de Chagas, melhora o prognóstico de pacientes com a forma crônica do agravo, não há consenso e tampouco dados suficientes que apoiem o uso rotineiro do medicamento neste estágio da infecção. Neste trabalho, foi avaliada a evolução clínica e laboratorial de 58 pacientes não tratados e tratados 13 anos após o diagnóstico, a fim de confrontar os índices de cura parasitológica. Os pesquisadores constataram que, quando administrado em pacientes com a forma indeterminada da doença, o tratamento com benzonidazol proporciona uma melhora significativa no prognóstico. O estudo foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Fiocruz-Minas e Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), em parceria com o escritório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) em Bogotá, na Colômbia, e a sede da Organização Mundial da Saúde (OMS), na Suíça. Leia o artigo.

Reações hansênicas

Neste estudo, desenvolvido por especialistas do Centro de Referência Nacional em Hanseníase/Dermatologia Sanitária da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em Minas Gerais, foram avaliados 440 pacientes com hanseníase durante a poliquimioterapia (MDT, na sigla em inglês). O objetivo foi identificar fatores de risco para as reações hansênicas. Estas reações, que podem ocorrer durante ou após o tratamento, configuram em episódios de inflamação aguda, causadas pelo próprio sistema imunológico do hospedeiro, e podem comprometer os nervos e acarretar na perda de suas funções. Foi constatado que 80% dos pacientes que sofreram reações possuíam a forma multibacilar da doença, e que quadros de anemia, leucocitose e trombocitopenia no momento do diagnóstico aumentam as chances de desenvolvê-las. Acesse o artigo.

Confira, ainda, a versão digital do suplemento especial da Revista Memórias sobre hanseníase. A publicação, que traz 17 estudos desenvolvidos por instituições do Brasil e do exterior, foi publicada em dezembro de 2012 e também está disponível para acesso gratuito.

Variações genéticas da tênia

A neurocisticercose é uma doença parasitária causada pela instalação de formas larvais no sistema nervoso central humano do verme Taenia solium, popularmente chamado de solitária. A infecção costuma ocorrer após a ingestão acidental de ovos do parasita, que podem estar presentes na água ou em alimentos. Neste estudo, conduzido por pesquisadores de seis instituições do México, como a Universidad Nacional Autónoma, o Instituto Mexicano del Seguro Social e o Instituto Nacional de Neurología y Neurocirugía, foram analisados 28 cisticercos, ou seja, cistos contendo larvas do parasita, extraídas cirurgicamente de 12 pacientes. Foram encontrados e caracterizados polimorfismos no gene Cytb da T. solium, gene mitocondrial que codifica o citocromo b, que podem estar ligados à heterogeneidade com a qual o agravo se manifesta. Confira o artigo.

21/10/2013

Eficácia do benzonidazol na fase crônica da doença de Chagas e fatores de risco para o desenvolvimento de reações durante o tratamento da hanseníase são alguns dos temas deste número
Por: 
jornalismo

Eficácia do benzonidazol na fase crônica da doença de Chagas e fatores de risco para o desenvolvimento de reações durante o tratamento da hanseníase são alguns dos temas deste número

Já está no ar a edição de novembro da revista científica Memórias do Instituto Oswaldo Cruz. A publicação que conta com uma versão online e de acesso gratuito traz 22 artigos originais preparados por cientistas das Américas, África, Ásia e Europa, sobre doenças tropicais e biologia celular e molecular. Neste número, os leitores conferem um estudo sobre as reações hansênicas, fenômeno de ordem imunológica que atinge parte dos pacientes com hanseníase durante o tratamento, além de uma pesquisa que mostra a influência de polimorfismos genéticos da Taenia solium no desenvolvimento da neurocisticercose. A edição conta, ainda, com uma pesquisa desenvolvida por centros de pesquisa de Minas Gerais em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O foco foi a eficácia do benzonidazol em pacientes com a forma crônica da doença de Chagas. Saiba mais sobre os artigos abaixo e confira o número na íntegra.

Benzonidazol para a forma indeterminada de Chagas

Embora existam evidências de que o benzonidazol, quimioterápico usado contra o agente etiológico causador da doença de Chagas, melhora o prognóstico de pacientes com a forma crônica do agravo, não há consenso e tampouco dados suficientes que apoiem o uso rotineiro do medicamento neste estágio da infecção. Neste trabalho, foi avaliada a evolução clínica e laboratorial de 58 pacientes não tratados e tratados 13 anos após o diagnóstico, a fim de confrontar os índices de cura parasitológica. Os pesquisadores constataram que, quando administrado em pacientes com a forma indeterminada da doença, o tratamento com benzonidazol proporciona uma melhora significativa no prognóstico. O estudo foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Fiocruz-Minas e Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), em parceria com o escritório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) em Bogotá, na Colômbia, e a sede da Organização Mundial da Saúde (OMS), na Suíça. Leia o artigo.

Reações hansênicas



Neste estudo, desenvolvido por especialistas do Centro de Referência Nacional em Hanseníase/Dermatologia Sanitária da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em Minas Gerais, foram avaliados 440 pacientes com hanseníase durante a poliquimioterapia (MDT, na sigla em inglês). O objetivo foi identificar fatores de risco para as reações hansênicas. Estas reações, que podem ocorrer durante ou após o tratamento, configuram em episódios de inflamação aguda, causadas pelo próprio sistema imunológico do hospedeiro, e podem comprometer os nervos e acarretar na perda de suas funções. Foi constatado que 80% dos pacientes que sofreram reações possuíam a forma multibacilar da doença, e que quadros de anemia, leucocitose e trombocitopenia no momento do diagnóstico aumentam as chances de desenvolvê-las. Acesse o artigo.

Confira, ainda, a versão digital do suplemento especial da Revista Memórias sobre hanseníase. A publicação, que traz 17 estudos desenvolvidos por instituições do Brasil e do exterior, foi publicada em dezembro de 2012 e também está disponível para acesso gratuito.

Variações genéticas da tênia

A neurocisticercose é uma doença parasitária causada pela instalação de formas larvais no sistema nervoso central humano do verme Taenia solium, popularmente chamado de solitária. A infecção costuma ocorrer após a ingestão acidental de ovos do parasita, que podem estar presentes na água ou em alimentos. Neste estudo, conduzido por pesquisadores de seis instituições do México, como a Universidad Nacional Autónoma, o Instituto Mexicano del Seguro Social e o Instituto Nacional de Neurología y Neurocirugía, foram analisados 28 cisticercos, ou seja, cistos contendo larvas do parasita, extraídas cirurgicamente de 12 pacientes. Foram encontrados e caracterizados polimorfismos no gene Cytb da T. solium, gene mitocondrial que codifica o citocromo b, que podem estar ligados à heterogeneidade com a qual o agravo se manifesta. Confira o artigo.

21/10/2013

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)