Os benefÃcios do uso de selênio no tratamento experimental da doença de Chagas é um dos destaques da nova edição da revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz. Estudo desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Inovações em Terapias, Ensino e Bioprodutos e do Laboratório de Biologia Celular, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), realizado em parceria com o Department of Physiology and Biophysics e Department of Pathology and Medicine, da Albert Einstein College of Medicine, (Estados Unidos) e do Fonte Medicina Diagnóstica, Niterói (RJ), analisou o efeito do tratamento com selênio em camundongos infectados com Trypanosoma cruzi, utilizando esquemas de prevenção e reversão. Os dados indicam que o tratamento com selênio impede aumento da câmara ventricular direita e, portanto, pode ser proposto como uma terapia adjuvante para alterações cardÃacas já estabelecidas em pacientes de doença de Chagas.
Estudo desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Esquistossomose da Fiocruz (MG), do Laboratório de Imunoparasitologia do Instituto Federal de Minas Gerais, do Departamento de Análises ClÃnicas da Escola de Farmácia da Universidade Federal de Ouro Preto (MG) e da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (MG), avaliou dois candidatos vacinais e sua eficácia em proteger camundongos contra a Leishmania chagasi. As preparações imunogênicas foram compostas por extratos antigênicos de Leishmania amazonensis ou Leishmania braziliensis em associação com um adjuvante, a saponina. No experimento, os camundongos receberam semanalmente três doses subcutâneas de um desses candidatos vacinais, durante três semanas. Quatro semanas depois, foram injetados com formas promastigotas de Leishmania chagasi por via intravenosa. Observou-se que ambos os candidatos vacinais induziram uma redução significativa da carga parasitária no fÃgado, enquanto que o extrato antigênico de L.amazonensis também estimulou a redução da carga parasitária no baço.
Outro artigo, assinado por pesquisadores do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias do Hospital das ClÃnicas (SP), do Laboratório de Gastroenterologia e Hepatologia Tropical, do Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, do Laboratório de Hepatites Virais do Instituto Adolfo Lutz e do Departamento de Patologia ClÃnica do Hospital Israelita Albert Einstein, avaliou a distribuição dos genótipos do vÃrus da hepatite B (HBV) e mutações genômicas no HBV em um grupo de pacientes co-infectados com do vÃrus da imunodeficiência humana (HIV), atendidos em um ambulatório de aids, no estado de São Paulo. O estudo concluiu que o genótipo G do HBV, que é raramente visto no Brasil, foi observado no grupo de pacientes incluÃdos no estudo. A alta prevalência de mutações associadas à resistência a medicamentos da classe da lamivudina (LAM) e mutações associadas à resistência a hepatite B também foram encontradas entre esses pacientes.
A caracterização molecular do verme Echinococcus granulosus em território peruano, a partir do sequenciamento de gene mitocondrial, citocromo oxidase, foi o tema do estudo desenvolvido por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) em parceria com o Instituto Nacional de Salud e com o Hospital Hipólito, ambos de Lima, Peru. O Echinococcus granulosus, agente etiológico da equinococose cÃstica (CE) em seres humanos e outras espécies animais, é identificado em todo o mundo. Dez variantes intra-especÃficas, ou genótipos (G1 a G10), foram definidos. Amostras de bovinos (44), ovinos (41) e humanos (14) foram obtidas das cidades de JunÃn, Huancavelica, Puno, Cusco, Arequipa e Ayacucho para determinar os genótipos presentes em áreas endêmicas do Peru. Todos os isolados, independentemente do hospedeiro, exibiram o genótipo G1. O genótipo G1 é considerado a forma mais disseminada e infectante do E. granulosus em todo o mundo e os resultados confirmam que os mesmos padrões se aplicam ao Peru. O estudo destaca que esses resultados devem ser levados em consideração no desenvolvimento de estratégias de prevenção e de programas de controle na região.
Para acessar a edição completa da revista, clique aqui.
15/10/2010
Os benefÃcios do uso de selênio no tratamento experimental da doença de Chagas é um dos destaques da nova edição da revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz. Estudo desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Inovações em Terapias, Ensino e Bioprodutos e do Laboratório de Biologia Celular, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), realizado em parceria com o Department of Physiology and Biophysics e Department of Pathology and Medicine, da Albert Einstein College of Medicine, (Estados Unidos) e do Fonte Medicina Diagnóstica, Niterói (RJ), analisou o efeito do tratamento com selênio em camundongos infectados com Trypanosoma cruzi, utilizando esquemas de prevenção e reversão. Os dados indicam que o tratamento com selênio impede aumento da câmara ventricular direita e, portanto, pode ser proposto como uma terapia adjuvante para alterações cardÃacas já estabelecidas em pacientes de doença de Chagas.
Estudo desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Esquistossomose da Fiocruz (MG), do Laboratório de Imunoparasitologia do Instituto Federal de Minas Gerais, do Departamento de Análises ClÃnicas da Escola de Farmácia da Universidade Federal de Ouro Preto (MG) e da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (MG), avaliou dois candidatos vacinais e sua eficácia em proteger camundongos contra a Leishmania chagasi. As preparações imunogênicas foram compostas por extratos antigênicos de Leishmania amazonensis ou Leishmania braziliensis em associação com um adjuvante, a saponina. No experimento, os camundongos receberam semanalmente três doses subcutâneas de um desses candidatos vacinais, durante três semanas. Quatro semanas depois, foram injetados com formas promastigotas de Leishmania chagasi por via intravenosa. Observou-se que ambos os candidatos vacinais induziram uma redução significativa da carga parasitária no fÃgado, enquanto que o extrato antigênico de L.amazonensis também estimulou a redução da carga parasitária no baço.
Outro artigo, assinado por pesquisadores do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias do Hospital das ClÃnicas (SP), do Laboratório de Gastroenterologia e Hepatologia Tropical, do Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, do Laboratório de Hepatites Virais do Instituto Adolfo Lutz e do Departamento de Patologia ClÃnica do Hospital Israelita Albert Einstein, avaliou a distribuição dos genótipos do vÃrus da hepatite B (HBV) e mutações genômicas no HBV em um grupo de pacientes co-infectados com do vÃrus da imunodeficiência humana (HIV), atendidos em um ambulatório de aids, no estado de São Paulo. O estudo concluiu que o genótipo G do HBV, que é raramente visto no Brasil, foi observado no grupo de pacientes incluÃdos no estudo. A alta prevalência de mutações associadas à resistência a medicamentos da classe da lamivudina (LAM) e mutações associadas à resistência a hepatite B também foram encontradas entre esses pacientes.
A caracterização molecular do verme Echinococcus granulosus em território peruano, a partir do sequenciamento de gene mitocondrial, citocromo oxidase, foi o tema do estudo desenvolvido por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) em parceria com o Instituto Nacional de Salud e com o Hospital Hipólito, ambos de Lima, Peru. O Echinococcus granulosus, agente etiológico da equinococose cÃstica (CE) em seres humanos e outras espécies animais, é identificado em todo o mundo. Dez variantes intra-especÃficas, ou genótipos (G1 a G10), foram definidos. Amostras de bovinos (44), ovinos (41) e humanos (14) foram obtidas das cidades de JunÃn, Huancavelica, Puno, Cusco, Arequipa e Ayacucho para determinar os genótipos presentes em áreas endêmicas do Peru. Todos os isolados, independentemente do hospedeiro, exibiram o genótipo G1. O genótipo G1 é considerado a forma mais disseminada e infectante do E. granulosus em todo o mundo e os resultados confirmam que os mesmos padrões se aplicam ao Peru. O estudo destaca que esses resultados devem ser levados em consideração no desenvolvimento de estratégias de prevenção e de programas de controle na região.
Para acessar a edição completa da revista, clique aqui.
15/10/2010
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)