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Novo sistema para identificar infecções gastrointestinais

Pesquisadores do IOC participam de treinamento promovido pela Universidade da Virgínia (EUA), com representantes do CDC, OMS e Opas. Método pode detectar até 20 patógenos causadores de diarreias agudas
Por Maíra Menezes01/12/2014 - Atualizado em 07/12/2024

Pesquisadores do IOC participam de treinamento promovido pela Universidade da Virgínia (EUA), com a presença de representantes do CDC, OMS e Opas. Método de diagnóstico pode detectar simultaneamente até 20 patógenos causadores de diarreias agudas

Entre os cinco laboratórios no mundo selecionados pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) e pela Fundação Bill e Melinda Gates, o Laboratório de Virologia Comparada e Ambiental do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) foi contemplado com um novo sistema para diagnosticar infecções gastrointestinais. Capaz de detectar simultaneamente até 20 patógenos causadores de diarreias agudas, o equipamento também está em avaliação nos Estados Unidos, Austrália, Índia e África do Sul.

“Atualmente, precisamos fazer uma análise individual das amostras para tentar identificar cada patógeno. Com este sistema, poderemos ter um método de diagnóstico mais rápido e eficiente no futuro”, explica José Paulo Gagliardi Leite, pesquisador do Laboratório e representante da América Latina no grupo técnico de trabalho da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre rotavírus.

 

Foto: Gutemberg Brito

Pesquisadores se reuniram por dois dias para discutir características do novo sistema e realizar simulações

 

Para operar o novo sistema, um treinamento foi realizado no Laboratório de Virologia Comparada e Ambiental do IOC nos dias 19, 20 e 21 de novembro. O workshop foi ministrado por Darwin Operario, pesquisador da Universidade da Virgínia (EUA), e acompanhado por Michael Bowen, responsável pelo Laboratório de Referência Global para Rotavírus no CDC; Fatima Serhan, coordenadora de Laboratórios para Vigilância de Novas Vacinas da OMS; e Gloria Rey, conselheira regional para Laboratórios em Doenças Evitáveis por Vacinas da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Além de José Paulo, os profissionais Eduardo Volotão e Irene Trigueiros participaram do treinamento.

Avaliação dos resultados
De acordo com José Paulo, o equipamento realiza a identificação molecular dos patógenos por meio da detecção de seu DNA ou RNA. Todo o processo, desde a extração do material genético até a caracterização dos micro-organismos, leva cerca de seis horas. Uma vez que se trata de uma técnica nova, os testes estão ocorrendo nos laboratórios selecionados nos cinco países e têm o objetivo de verificar a precisão dos resultados. Segundo José Paulo, no Laboratório de Virologia Comparada e Ambiental do IOC, 330 amostras serão submetidas a análises na nova plataforma até julho de 2015, quando será realizada uma reunião com todos os envolvidos no projeto. “A partir destes resultados será possível promover as correções necessárias e validar o novo sistema para que ele possa ser utilizado na rotina da vigilância de infecções provocadas por rotavírus, norovírus e outros patógenos causadores de diarreia aguda”, afirma o pesquisador.

Identificar rapidamente os agentes causadores de infecções gastrointestinais é uma ação especialmente importante para reduzir a mortalidade infantil. Segundo a OMS, as infecções por rotavírus ainda são a causa mais frequente de hospitalizações e mortes por diarreia aguda em crianças menores de cinco anos no mundo, mas este cenário vem sofrendo mudanças desde a introdução da vacina para a doença. No Brasil, por exemplo, ela foi incluída no Programa Nacional de Imunizações em março de 2006. Desde então, bebês entre dois e seis meses recebem duas doses do imunizante e ficam protegidos contra a infecção grave. Apenas nos três primeiros anos, a medida levou a uma redução de 22% nas mortes e de 17% nas internações provocadas por diarreia entre crianças menores de cinco anos. Os percentuais correspondem a cerca de 1.500 vidas salvas e 130 mil hospitalizações evitadas.

 

Maíra Menezes 01/12/2014

 

Pesquisadores do IOC participam de treinamento promovido pela Universidade da Virgínia (EUA), com representantes do CDC, OMS e Opas. Método pode detectar até 20 patógenos causadores de diarreias agudas
Por: 
maira

Pesquisadores do IOC participam de treinamento promovido pela Universidade da Virgínia (EUA), com a presença de representantes do CDC, OMS e Opas. Método de diagnóstico pode detectar simultaneamente até 20 patógenos causadores de diarreias agudas

Entre os cinco laboratórios no mundo selecionados pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) e pela Fundação Bill e Melinda Gates, o Laboratório de Virologia Comparada e Ambiental do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) foi contemplado com um novo sistema para diagnosticar infecções gastrointestinais. Capaz de detectar simultaneamente até 20 patógenos causadores de diarreias agudas, o equipamento também está em avaliação nos Estados Unidos, Austrália, Índia e África do Sul.

“Atualmente, precisamos fazer uma análise individual das amostras para tentar identificar cada patógeno. Com este sistema, poderemos ter um método de diagnóstico mais rápido e eficiente no futuro”, explica José Paulo Gagliardi Leite, pesquisador do Laboratório e representante da América Latina no grupo técnico de trabalho da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre rotavírus.

 

Foto: Gutemberg Brito

Pesquisadores se reuniram por dois dias para discutir características do novo sistema e realizar simulações

 

Para operar o novo sistema, um treinamento foi realizado no Laboratório de Virologia Comparada e Ambiental do IOC nos dias 19, 20 e 21 de novembro. O workshop foi ministrado por Darwin Operario, pesquisador da Universidade da Virgínia (EUA), e acompanhado por Michael Bowen, responsável pelo Laboratório de Referência Global para Rotavírus no CDC; Fatima Serhan, coordenadora de Laboratórios para Vigilância de Novas Vacinas da OMS; e Gloria Rey, conselheira regional para Laboratórios em Doenças Evitáveis por Vacinas da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Além de José Paulo, os profissionais Eduardo Volotão e Irene Trigueiros participaram do treinamento.

Avaliação dos resultados
De acordo com José Paulo, o equipamento realiza a identificação molecular dos patógenos por meio da detecção de seu DNA ou RNA. Todo o processo, desde a extração do material genético até a caracterização dos micro-organismos, leva cerca de seis horas. Uma vez que se trata de uma técnica nova, os testes estão ocorrendo nos laboratórios selecionados nos cinco países e têm o objetivo de verificar a precisão dos resultados. Segundo José Paulo, no Laboratório de Virologia Comparada e Ambiental do IOC, 330 amostras serão submetidas a análises na nova plataforma até julho de 2015, quando será realizada uma reunião com todos os envolvidos no projeto. “A partir destes resultados será possível promover as correções necessárias e validar o novo sistema para que ele possa ser utilizado na rotina da vigilância de infecções provocadas por rotavírus, norovírus e outros patógenos causadores de diarreia aguda”, afirma o pesquisador.

Identificar rapidamente os agentes causadores de infecções gastrointestinais é uma ação especialmente importante para reduzir a mortalidade infantil. Segundo a OMS, as infecções por rotavírus ainda são a causa mais frequente de hospitalizações e mortes por diarreia aguda em crianças menores de cinco anos no mundo, mas este cenário vem sofrendo mudanças desde a introdução da vacina para a doença. No Brasil, por exemplo, ela foi incluída no Programa Nacional de Imunizações em março de 2006. Desde então, bebês entre dois e seis meses recebem duas doses do imunizante e ficam protegidos contra a infecção grave. Apenas nos três primeiros anos, a medida levou a uma redução de 22% nas mortes e de 17% nas internações provocadas por diarreia entre crianças menores de cinco anos. Os percentuais correspondem a cerca de 1.500 vidas salvas e 130 mil hospitalizações evitadas.

 

Maíra Menezes 01/12/2014

 

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)