Ex-pesquisadora do IOC, a ganhadora do prêmio José Reis de divulgação cientÃfica Virginia Torres Schall deixa um legado para a educação cientÃfica brasileira
Com uma importante trajetória no Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), a pesquisadora Virginia Torres Schall faleceu nesta quarta-feira (29/04), em Minas Gerais, aos 61 anos. Em sua passagem pelo IOC, Schall fez parte do antigo Departamento de Biologia, onde ingressou em 1985, e foi responsável pela criação do atual Laboratório de Educação em Ambiente e Saúde. Desde 1999, atuava no Centro de Pesquisas René Rachou (CPqRR/Fiocruz Minas). Ganhadora do prêmio José Reis de divulgação cientÃfica, oferecido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento CientÃfico e Tecnológico (CNPq), em 1990, a pesquisadora é lembrada pela ousadia. “A atuação da Virginia ficará marcada pelo pioneirismo e pela coragem de investir em novas áreas. Sua marca sempre foi a interdisciplinaridade, sobretudo ao trabalhar temas de importância para a saúde de forma lúdica, como a literatura infantil e jogos educativos. Ela deixa uma grande lacuna na ciência brasileira”, lamentou Simone Souza Monteiro, atual chefe do Laboratório criado por Virginia.
Gutemberg Brito

Entusiasta da ciência, Virginia Schall foi a responsável pela criação do atual Laboratório de Educação em Ambiente e Saúde
Mineira de Montes Claros, a bacharel em Psicologia e doutora em Educação publicou cerca de 130 artigos cientÃficos e orientou 36 mestres e doutores. Entusiasta da divulgação cientÃfica, publicou diversos livros infanto-juvenis sobre temas cientÃficos. Concebeu o ‘Ciência em CenaÂ’, primeiro projeto do Museu da Vida, que apresenta peças teatrais sobre temas cientÃficos. No que diz respeito à parceria entre lúdico e ciência, participou da criação do Zig-Zaids, um jogo educativo sobre Aids (clique aqui para conhecer). “A VirgÃnia formou muitas pessoas, e eu fui uma delas. O aprendizado veio não apenas no plano profissional, mas como um exemplo de competência, autonomia e delicadeza de ser humano. Sua partida precoce provoca uma tristeza profunda. Nos resta o compromisso de semear seu grande legado para a ciência e para a humanidade”, destacou Simone. Outra contribuição de Virginia para a ciência brasileira foi a criação da OlimpÃada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente, em 2001. Voltada para alunos do 6º ao 9º ano de escolas públicas e privadas, a OlimpÃada visa estimular nos jovens estudantes o desejo de aprender, conhecer, pesquisar e investigar. “A contribuição da Virginia foi muito além da acadêmica. Ela marcou o campo da Educação em Saúde”, destacou a pesquisadora da Fiocruz-Minas, Denise Pimenta, que atua no Laboratório onde Virginia conduziu suas atividades mais recentes. Juntamente com Sheila Soares de Assis, Denise assinou a última contribuição literária deixada por Virginia: o capÃtulo ‘Educação em saúde como estratégia no controle integrado da dengueÂ’, publicado no livro ‘Dengue: Teorias e PráticasÂ’, da Editora Fiocruz (clique aqui para conferir). A obra foi lançada na véspera de seu falecimento. Diretor do IOC, Wilson Savino lembrou a personalidade marcante da pesquisadora. “Virginia tinha a sensibilidade do amor pelo trabalho e um brilho no olhar do amor pela vida. Além disso, era uma pessoa de uma gentileza tão grande com o próximo que deveria ser um exemplo”, afirmou Savino. Já Zélia Profeta, diretora do CPqRR ressaltou a contribuição de Schall para o fortalecimento do Centro de Pesquisas René Rachou. “Além de formar mestres, doutores e alunos de iniciação cientÃfica, nossa inserção na formação de alunos de Iniciação CientÃfica Júnior foi por meio de Virginia. Dentre as várias e importantes atividades desenvolvidas, destaco os muitos projetos elaborados, as aulas ministradas, os livros, a elaboração e a coordenação do nosso primeiro Programa de Pós-Graduação, criado em 2002, e as numerosas ideias lançadas. Todos do CPqRR estamos muito tristes pela perda irreparável”, afirma Zélia. Virginia deixa marido e dois filhos.
Fernanda Turino, Kadu Cayres e Lucas Rocha 30/04/2015 .
Ex-pesquisadora do IOC, a ganhadora do prêmio José Reis de divulgação cientÃfica Virginia Torres Schall deixa um legado para a educação cientÃfica brasileira
Com uma importante trajetória no Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), a pesquisadora Virginia Torres Schall faleceu nesta quarta-feira (29/04), em Minas Gerais, aos 61 anos. Em sua passagem pelo IOC, Schall fez parte do antigo Departamento de Biologia, onde ingressou em 1985, e foi responsável pela criação do atual Laboratório de Educação em Ambiente e Saúde. Desde 1999, atuava no Centro de Pesquisas René Rachou (CPqRR/Fiocruz Minas). Ganhadora do prêmio José Reis de divulgação cientÃfica, oferecido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento CientÃfico e Tecnológico (CNPq), em 1990, a pesquisadora é lembrada pela ousadia. “A atuação da Virginia ficará marcada pelo pioneirismo e pela coragem de investir em novas áreas. Sua marca sempre foi a interdisciplinaridade, sobretudo ao trabalhar temas de importância para a saúde de forma lúdica, como a literatura infantil e jogos educativos. Ela deixa uma grande lacuna na ciência brasileira”, lamentou Simone Souza Monteiro, atual chefe do Laboratório criado por Virginia.
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Mineira de Montes Claros, a bacharel em Psicologia e doutora em Educação publicou cerca de 130 artigos cientÃficos e orientou 36 mestres e doutores. Entusiasta da divulgação cientÃfica, publicou diversos livros infanto-juvenis sobre temas cientÃficos. Concebeu o ‘Ciência em CenaÂ’, primeiro projeto do Museu da Vida, que apresenta peças teatrais sobre temas cientÃficos. No que diz respeito à parceria entre lúdico e ciência, participou da criação do Zig-Zaids, um jogo educativo sobre Aids (clique aqui para conhecer). “A VirgÃnia formou muitas pessoas, e eu fui uma delas. O aprendizado veio não apenas no plano profissional, mas como um exemplo de competência, autonomia e delicadeza de ser humano. Sua partida precoce provoca uma tristeza profunda. Nos resta o compromisso de semear seu grande legado para a ciência e para a humanidade”, destacou Simone. Outra contribuição de Virginia para a ciência brasileira foi a criação da OlimpÃada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente, em 2001. Voltada para alunos do 6º ao 9º ano de escolas públicas e privadas, a OlimpÃada visa estimular nos jovens estudantes o desejo de aprender, conhecer, pesquisar e investigar. “A contribuição da Virginia foi muito além da acadêmica. Ela marcou o campo da Educação em Saúde”, destacou a pesquisadora da Fiocruz-Minas, Denise Pimenta, que atua no Laboratório onde Virginia conduziu suas atividades mais recentes. Juntamente com Sheila Soares de Assis, Denise assinou a última contribuição literária deixada por Virginia: o capÃtulo ‘Educação em saúde como estratégia no controle integrado da dengueÂ’, publicado no livro ‘Dengue: Teorias e PráticasÂ’, da Editora Fiocruz (clique aqui para conferir). A obra foi lançada na véspera de seu falecimento. Diretor do IOC, Wilson Savino lembrou a personalidade marcante da pesquisadora. “Virginia tinha a sensibilidade do amor pelo trabalho e um brilho no olhar do amor pela vida. Além disso, era uma pessoa de uma gentileza tão grande com o próximo que deveria ser um exemplo”, afirmou Savino. Já Zélia Profeta, diretora do CPqRR ressaltou a contribuição de Schall para o fortalecimento do Centro de Pesquisas René Rachou. “Além de formar mestres, doutores e alunos de iniciação cientÃfica, nossa inserção na formação de alunos de Iniciação CientÃfica Júnior foi por meio de Virginia. Dentre as várias e importantes atividades desenvolvidas, destaco os muitos projetos elaborados, as aulas ministradas, os livros, a elaboração e a coordenação do nosso primeiro Programa de Pós-Graduação, criado em 2002, e as numerosas ideias lançadas. Todos do CPqRR estamos muito tristes pela perda irreparável”, afirma Zélia. Virginia deixa marido e dois filhos.
Fernanda Turino, Kadu Cayres e Lucas Rocha 30/04/2015 .
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)