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Pesquisa do IOC ganha 'Oscar da Saúde'

Estudo sobre vacinas de DNA contra a dengue recebeu prêmio de melhor tese de doutorado na 10ª edição do Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o SUS
Por Jornalismo IOC19/04/2012 - Atualizado em 10/12/2019

Estudo sobre vacinas de DNA contra a dengue desenvolvido pelo Laboratório de Biotecnologia e Fisiologia de Infecções Virais do Instituto Oswaldo Cruz (IOCFiocruz) acaba de ganhar o Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o SUS de 2011, na categoria tese de doutorado. O “Oscar da Saúde” – como é chamado pelo Governo Federal – foi o primeiro prêmio científico do IOC em 2012. O trabalho é de autoria de Adriana Azevedo e foi desenvolvido durante a Pós-graduação Stricto sensu em Biologia Celular e Molecular, sob a orientação da pesquisadora Ada Alves.

 Setor de Imagens do IOC

 

 As pesquisadoras Ada Alves e Adriana Azevedo criaram uma estratégia vacinal contra a dengue que se mostrou 100% eficaz em ensaios pré-clínicos

A entrega do prêmio ocorreu nesta segunda-feira (16), em Brasília, durante a abertura do Encontro com a Comunidade Científica 2012. Na ocasião, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou a importância da iniciativa no contexto das diretrizes políticas na área de pesquisa em saúde. “O país tem as mentes e os meios para produzir e até mesmo exportar conhecimento na área de saúde, e, por isso, precisamos prestigiar nossos pesquisadores”, declarou.

A tese, intitulada ‘Desenvolvimento de vacinas de DNA contra o vírus da dengue baseadas na proteína do envelope viral’, foi escolhida dentre 98 concorrentes. Dois enfoques orientam o projeto. O primeiro é o desenvolvimento de duas vacinas de DNA contra a dengue, batizadas de pE1D2 e de pE2D2. O segundo consiste na combinação da pE1D2 com uma estratégia vacinal diferente: o vírus quimérico febre amarela/dengue, desenvolvido pelo grupo do pesquisador Ricardo Galler, de Bio-Manguinhos. “A pE1D2 se mostrou bem protetora, mas quando combinamos as duas estratégias tivemos 100% de proteção nos ensaios pré-clínicos e uma resposta imunológica mais rápida. É uma metodologia inovadora e criada aqui na Fiocruz, com pedido de patente já depositado no Brasil e no exterior”, explicou Adriana.

De acordo com a orientadora e chefe do laboratório responsável, Ada Alves, o prêmio é uma ótima notícia. “Adriana vem se dedicando a esse estudo promissor por muito tempo e é importante que pesquisadores sejam reconhecidos e recompensados pelo seu esforço. Isso inspira mais interesse e mais dedicação”, disse. As pesquisadoras estimam que, até o final do ano, os testes em primatas sejam iniciados.

Isadora Marinho
19/04/2012

Estudo sobre vacinas de DNA contra a dengue recebeu prêmio de melhor tese de doutorado na 10ª edição do Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o SUS
Por: 
jornalismo

Estudo sobre vacinas de DNA contra a dengue desenvolvido pelo Laboratório de Biotecnologia e Fisiologia de Infecções Virais do Instituto Oswaldo Cruz (IOCFiocruz) acaba de ganhar o Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o SUS de 2011, na categoria tese de doutorado. O “Oscar da Saúde” – como é chamado pelo Governo Federal – foi o primeiro prêmio científico do IOC em 2012. O trabalho é de autoria de Adriana Azevedo e foi desenvolvido durante a Pós-graduação Stricto sensu em Biologia Celular e Molecular, sob a orientação da pesquisadora Ada Alves.

 Setor de Imagens do IOC

 

 As pesquisadoras Ada Alves e Adriana Azevedo criaram uma estratégia vacinal contra a dengue que se mostrou 100% eficaz em ensaios pré-clínicos

A entrega do prêmio ocorreu nesta segunda-feira (16), em Brasília, durante a abertura do Encontro com a Comunidade Científica 2012. Na ocasião, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou a importância da iniciativa no contexto das diretrizes políticas na área de pesquisa em saúde. “O país tem as mentes e os meios para produzir e até mesmo exportar conhecimento na área de saúde, e, por isso, precisamos prestigiar nossos pesquisadores”, declarou.

A tese, intitulada ‘Desenvolvimento de vacinas de DNA contra o vírus da dengue baseadas na proteína do envelope viral’, foi escolhida dentre 98 concorrentes. Dois enfoques orientam o projeto. O primeiro é o desenvolvimento de duas vacinas de DNA contra a dengue, batizadas de pE1D2 e de pE2D2. O segundo consiste na combinação da pE1D2 com uma estratégia vacinal diferente: o vírus quimérico febre amarela/dengue, desenvolvido pelo grupo do pesquisador Ricardo Galler, de Bio-Manguinhos. “A pE1D2 se mostrou bem protetora, mas quando combinamos as duas estratégias tivemos 100% de proteção nos ensaios pré-clínicos e uma resposta imunológica mais rápida. É uma metodologia inovadora e criada aqui na Fiocruz, com pedido de patente já depositado no Brasil e no exterior”, explicou Adriana.

De acordo com a orientadora e chefe do laboratório responsável, Ada Alves, o prêmio é uma ótima notícia. “Adriana vem se dedicando a esse estudo promissor por muito tempo e é importante que pesquisadores sejam reconhecidos e recompensados pelo seu esforço. Isso inspira mais interesse e mais dedicação”, disse. As pesquisadoras estimam que, até o final do ano, os testes em primatas sejam iniciados.

Isadora Marinho

19/04/2012

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)