Imunologista foi eleita por unanimidade para o mandato 2013-2017 à frente da Rede de Investigação e Desenvolvimento em Saúde/Malária, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
Dinamizar e fortalecer os processos de cooperação entre países de língua portuguesa e promover o acesso universal a informações relativas à transmissão, tratamento e prevenção de doenças. Esse é o objetivo das Redes de Investigação e Desenvolvimento em Saúde (RIDES) da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que reúnem profissionais e pesquisadores de diversas áreas alinhados em um mesmo eixo temático. Atualmente, três temas norteiam as RIDES: Malária, Tuberculose e IST-SIDA (sobre AIDS e Doenças Sexualmente Transmissíveis e Hepatites Virais).
Divulgação

Segundo Maria de Fátima, formar multiplicadores é um dos desafios da nova gestão
Em encontro realizado no final de 2013, que reuniu representantes de todas as RIDES, a pesquisadora do Laboratório de Pesquisa em Malária do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Maria de Fátima Ferreira da Cruz, foi eleita por unanimidade para a coordenação da Rede em Malária no quadriênio 2013-2017. No laboratório, Fátima é responsável pelo diagnóstico molecular de casos da doença e atua na investigação da quimiorresistência dos plasmódios (agentes causadores do agravo).
As três Redes visam, igualmente, criar e implementar planos de ação em prol da mobilização de recursos financeiros junto aos governos e outras organizações, bem como atuar no combate ao estigma e à discriminação relacionados às doenças.
Propostas
Entre as ações prioritárias que a pesquisadora planeja para a coordenação da Rede, estão a captação de recursos financeiros para ampliar a oferta de cursos de capacitação técnica e de Pós-graduação Lato sensu e Stricto sensu. “Por meio desses cursos, a RIDES Malária prepara profissionais para enfrentar a doença em seus países de origem. Já conseguimos formar diversos membros de instituições filiadas ao Ministério da Saúde de Angola, Cabo Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe, mas não podemos parar por aí”, disse a pesquisadora. De acordo com Maria de Fátima, o trabalho em equipe é fundamental para tentar diminuir o número de casos da doença e reduzir o impacto do agravo na população. “Nosso desafio é formar multiplicadores, ou seja, preparar profissionais que, ao voltarem para seus países, possam aplicar de forma concreta o conhecimento adquirido”, completou.
Outros pontos que também receberão atenção especial da nova diretora incluem a facilitação de acesso a periódicos científicos e o estímulo a novas temáticas de estudo, além da criação de um site para divulgação das ações da Rede e da inclusão de universidades e instituições de pesquisa no conjunto de colaboradores da RIDES Malária.
Sobre a Rede
A RIDES Malária foi criada oficialmente em 2008, por iniciativa de Virgílio do Rosário, do Instituto de Higiene e Medicina Tropical de Portugal (IHMT), que permaneceu à frente da coordenação por seis anos, e dos pesquisadores Carlos Henrique Nery Costa, da Universidade Federal do Piauí, e Filomeno Fortes, do Programa de Controle da Malária de Angola.
Além da Fiocruz, por meio do Instituto Oswaldo Cruz, fazem parte da RIDES Malária a Fundação Calouste Gulbenkian e o Instituto de Ciências Calouste Gulbenkian de Portugal; o Instituto Nacional de Saúde Pública e o Programa Nacional de Malária de Angola; o Programa Nacional de Malária e o Instituto Nacional de Saúde Pública de Moçambique; além dos programas nacionais de malária de São Tomé e Príncipe e de Guiné-Bissau.
Lucas Rocha
14/01/2014
Autorizada a reprodução sem fins lucrativos desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)
Imunologista foi eleita por unanimidade para o mandato 2013-2017 à frente da Rede de Investigação e Desenvolvimento em Saúde/Malária, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
Dinamizar e fortalecer os processos de cooperação entre países de língua portuguesa e promover o acesso universal a informações relativas à transmissão, tratamento e prevenção de doenças. Esse é o objetivo das Redes de Investigação e Desenvolvimento em Saúde (RIDES) da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que reúnem profissionais e pesquisadores de diversas áreas alinhados em um mesmo eixo temático. Atualmente, três temas norteiam as RIDES: Malária, Tuberculose e IST-SIDA (sobre AIDS e Doenças Sexualmente Transmissíveis e Hepatites Virais).
Divulgação

Segundo Maria de Fátima, formar multiplicadores é um dos desafios da nova gestão
Em encontro realizado no final de 2013, que reuniu representantes de todas as RIDES, a pesquisadora do Laboratório de Pesquisa em Malária do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Maria de Fátima Ferreira da Cruz, foi eleita por unanimidade para a coordenação da Rede em Malária no quadriênio 2013-2017. No laboratório, Fátima é responsável pelo diagnóstico molecular de casos da doença e atua na investigação da quimiorresistência dos plasmódios (agentes causadores do agravo).
As três Redes visam, igualmente, criar e implementar planos de ação em prol da mobilização de recursos financeiros junto aos governos e outras organizações, bem como atuar no combate ao estigma e à discriminação relacionados às doenças.
Propostas
Entre as ações prioritárias que a pesquisadora planeja para a coordenação da Rede, estão a captação de recursos financeiros para ampliar a oferta de cursos de capacitação técnica e de Pós-graduação Lato sensu e Stricto sensu. “Por meio desses cursos, a RIDES Malária prepara profissionais para enfrentar a doença em seus países de origem. Já conseguimos formar diversos membros de instituições filiadas ao Ministério da Saúde de Angola, Cabo Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe, mas não podemos parar por aí”, disse a pesquisadora. De acordo com Maria de Fátima, o trabalho em equipe é fundamental para tentar diminuir o número de casos da doença e reduzir o impacto do agravo na população. “Nosso desafio é formar multiplicadores, ou seja, preparar profissionais que, ao voltarem para seus países, possam aplicar de forma concreta o conhecimento adquirido”, completou.
Outros pontos que também receberão atenção especial da nova diretora incluem a facilitação de acesso a periódicos científicos e o estímulo a novas temáticas de estudo, além da criação de um site para divulgação das ações da Rede e da inclusão de universidades e instituições de pesquisa no conjunto de colaboradores da RIDES Malária.
Sobre a Rede
A RIDES Malária foi criada oficialmente em 2008, por iniciativa de Virgílio do Rosário, do Instituto de Higiene e Medicina Tropical de Portugal (IHMT), que permaneceu à frente da coordenação por seis anos, e dos pesquisadores Carlos Henrique Nery Costa, da Universidade Federal do Piauí, e Filomeno Fortes, do Programa de Controle da Malária de Angola.
Além da Fiocruz, por meio do Instituto Oswaldo Cruz, fazem parte da RIDES Malária a Fundação Calouste Gulbenkian e o Instituto de Ciências Calouste Gulbenkian de Portugal; o Instituto Nacional de Saúde Pública e o Programa Nacional de Malária de Angola; o Programa Nacional de Malária e o Instituto Nacional de Saúde Pública de Moçambique; além dos programas nacionais de malária de São Tomé e Príncipe e de Guiné-Bissau.
Lucas Rocha
14/01/2014
Autorizada a reprodução sem fins lucrativos desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)