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Prêmio Medical Services: último dia para votar

Pesquisa que busca novas terapias contra as leishmanioses e estudo sobre a reemergência da coqueluche foram indicados à premiação. A votação se encerra nesta segunda, pela internet
Por Lucas Rocha15/01/2016 - Atualizado em 10/12/2019
Pesquisa que busca novas terapias contra as leishmanioses e estudo sobre a reemergência da coqueluche foram indicados à premiação. Votação acontece até o dia 15 de fevereiro, pela internet

:: Clique aqui para votar


Dois relevantes estudos desenvolvidos por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) alcançaram a etapa semifinal do ‘8º Prêmio Inovação Medical Services’. Novas estratégias terapêuticas para o combate às leishmanioses e a reemergência da coqueluche são os temas das pesquisas que concorrem na categoria Medicina Tropical. O prazo para a indicação dos finalistas vai até o dia 15 de fevereiro em votação online pelo site do Medical Services, clique aqui. Inovação no combate às Leishmanioses

Uma descoberta que pode mudar a forma de tratamento de centenas de pacientes com Leishmanioses, doenças negligenciadas que podem ocasionar manifestações clínicas que vão desde lesões na pele e nas mucosas até o comprometimento de órgãos, como o fígado e o baço. Esta é a ideia da pesquisa ‘Estudos Pré-Clínicos do protótipo LQB-118: um candidato a fármaco para leishmaniose?’ que busca novas estratégias terapêuticas no combate às leishmanioses. O estudo é fruto da tese de doutorado de Edézio Ferreira da Cunha Junior, do Programa de Pós-graduação Stricto sensu em Biologia Celular e Molecular, defendida em 2015, sob orientação de Eduardo Caio Torres dos Santos, pesquisador do Laboratório de Bioquímica de Tripanossomatídeos. Os tratamentos atuais utilizam um derivado de metal pesado, injetável e de longa duração que pode acarretar problemas toxicológicos e que dificultam a adesão do paciente. Os resultados dos experimentos in vitro apontam grande ação contra as espécies Leishmania amazonensis, L. braziliensis e L. infantum. Estudos com camundongos comprovaram o efeito da substância no combate às formas cutânea e visceral das leishmanioses, com controle das lesões e do tamanho do baço e do fígado, acompanhado de redução da carga parasitária. Avaliações bioquímicas, hematológicas e histopatológicas mostraram ausência de sinais significativos de toxicidade com uma dose cinco vezes maior do que a terapêutica nos animais tratados. Segundo Eduardo, o desenvolvimento de fármacos é um processo longo que requer investimentos. “Trabalhamos, há mais de dez anos, no desenvolvimento de um protótipo para o tratamento de um problema de saúde pública que atinge as camadas mais vulneráveis da sociedade. É um esforço conjunto que envolve diferentes grupos de pesquisa de instituições públicas brasileiras”, destacou. O trabalho é realizado em parceria com o Laboratório de Química Bioorgânica do Instituto de Pesquisas de Produtos Naturais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), liderado pelo professor Paulo Ribeiro Costa. Atenção para a coqueluche

Doença respiratória reemergente, a coqueluche atinge cerca de 50 milhões de pessoas, podendo causar 300 mil mortes por ano em todo o mundo. O assunto é a base do estudo desenvolvido pelo pesquisador do Laboratório de Bioquímica Experimental e Computacional de Fármacos do IOC, Flávio Rocha. De acordo com o especialista, atualmente existem dois tipos de vacina, celular e acelular, para o agravo que é causado pela bactéria Bordetella pertussis. A vacina celular é produzida a partir da própria bactéria e tem sido associada a efeitos adversos, enquanto a vacina acelular contém apenas proteínas da bactéria, sendo capaz de induzir boa resposta imunológica sem causar efeitos colaterais graves. Intitulado ‘Identification of linear B epitopes of pertactin of Bordetella pertussis induced by immunization with whole and acellular vaccine’, o trabalho que concorre ao prêmio aborda uma dessas proteínas, a pertactina. De acordo com Flávio, o conhecimento detalhado destas estruturas pode indicar os principais pontos de reação da proteína com os anticorpos no corpo humano, o que sugere novas opções para a produção de vacinas. “Os resultados do trabalho poderão contribuir para entendermos o processo de imunização e o aperfeiçoamento de vacinas para que sejam mais eficientes e provoquem menos efeitos adversos”, destacou Flávio. Sobre o prêmio

A iniciativa, promovida pela indústria farmacêutica Sanofi e pelo portal Medical Services, tem como objetivo valorizar, incentivar e divulgar trabalhos de médicos, demais profissionais e acadêmicos que podem trazer melhorias na área da saúde pública. Os trabalhos mais votados irão para a etapa final e serão avaliados por uma comissão composta por médicos e profissionais da saúde de diferentes instituições públicas e privadas. Os ganhadores serão conhecidos em maio deste ano, em São Paulo. Lucas Rocha 15/01/2016 - atualizado em 18/01/2016

Pesquisa que busca novas terapias contra as leishmanioses e estudo sobre a reemergência da coqueluche foram indicados à premiação. A votação se encerra nesta segunda, pela internet
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Pesquisa que busca novas terapias contra as leishmanioses e estudo sobre a reemergência da coqueluche foram indicados à premiação. Votação acontece até o dia 15 de fevereiro, pela internet

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Dois relevantes estudos desenvolvidos por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) alcançaram a etapa semifinal do ‘8º Prêmio Inovação Medical Services’. Novas estratégias terapêuticas para o combate às leishmanioses e a reemergência da coqueluche são os temas das pesquisas que concorrem na categoria Medicina Tropical. O prazo para a indicação dos finalistas vai até o dia 15 de fevereiro em votação online pelo site do Medical Services, https://www.medicalservices.com.br/premio-medical-services/votacao.aspx">clique aqui.

Inovação no combate às Leishmanioses



Uma descoberta que pode mudar a forma de tratamento de centenas de pacientes com Leishmanioses, doenças negligenciadas que podem ocasionar manifestações clínicas que vão desde lesões na pele e nas mucosas até o comprometimento de órgãos, como o fígado e o baço. Esta é a ideia da pesquisa ‘Estudos Pré-Clínicos do protótipo LQB-118: um candidato a fármaco para leishmaniose?’ que busca novas estratégias terapêuticas no combate às leishmanioses. O estudo é fruto da tese de doutorado de Edézio Ferreira da Cunha Junior, do Programa de Pós-graduação Stricto sensu em Biologia Celular e Molecular, defendida em 2015, sob orientação de Eduardo Caio Torres dos Santos, pesquisador do Laboratório de Bioquímica de Tripanossomatídeos. Os tratamentos atuais utilizam um derivado de metal pesado, injetável e de longa duração que pode acarretar problemas toxicológicos e que dificultam a adesão do paciente. Os resultados dos experimentos in vitro apontam grande ação contra as espécies Leishmania amazonensis, L. braziliensis e L. infantum. Estudos com camundongos comprovaram o efeito da substância no combate às formas cutânea e visceral das leishmanioses, com controle das lesões e do tamanho do baço e do fígado, acompanhado de redução da carga parasitária. Avaliações bioquímicas, hematológicas e histopatológicas mostraram ausência de sinais significativos de toxicidade com uma dose cinco vezes maior do que a terapêutica nos animais tratados.

Segundo Eduardo, o desenvolvimento de fármacos é um processo longo que requer investimentos. “Trabalhamos, há mais de dez anos, no desenvolvimento de um protótipo para o tratamento de um problema de saúde pública que atinge as camadas mais vulneráveis da sociedade. É um esforço conjunto que envolve diferentes grupos de pesquisa de instituições públicas brasileiras”, destacou. O trabalho é realizado em parceria com o Laboratório de Química Bioorgânica do Instituto de Pesquisas de Produtos Naturais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), liderado pelo professor Paulo Ribeiro Costa.

Atenção para a coqueluche



Doença respiratória reemergente, a coqueluche atinge cerca de 50 milhões de pessoas, podendo causar 300 mil mortes por ano em todo o mundo. O assunto é a base do estudo desenvolvido pelo pesquisador do Laboratório de Bioquímica Experimental e Computacional de Fármacos do IOC, Flávio Rocha. De acordo com o especialista, atualmente existem dois tipos de vacina, celular e acelular, para o agravo que é causado pela bactéria Bordetella pertussis. A vacina celular é produzida a partir da própria bactéria e tem sido associada a efeitos adversos, enquanto a vacina acelular contém apenas proteínas da bactéria, sendo capaz de induzir boa resposta imunológica sem causar efeitos colaterais graves. Intitulado ‘Identification of linear B epitopes of pertactin of Bordetella pertussis induced by immunization with whole and acellular vaccine’, o trabalho que concorre ao prêmio aborda uma dessas proteínas, a pertactina. De acordo com Flávio, o conhecimento detalhado destas estruturas pode indicar os principais pontos de reação da proteína com os anticorpos no corpo humano, o que sugere novas opções para a produção de vacinas. “Os resultados do trabalho poderão contribuir para entendermos o processo de imunização e o aperfeiçoamento de vacinas para que sejam mais eficientes e provoquem menos efeitos adversos”, destacou Flávio.

Sobre o prêmio



A iniciativa, promovida pela indústria farmacêutica Sanofi e pelo portal Medical Services, tem como objetivo valorizar, incentivar e divulgar trabalhos de médicos, demais profissionais e acadêmicos que podem trazer melhorias na área da saúde pública. Os trabalhos mais votados irão para a etapa final e serão avaliados por uma comissão composta por médicos e profissionais da saúde de diferentes instituições públicas e privadas. Os ganhadores serão conhecidos em maio deste ano, em São Paulo.

Lucas Rocha
15/01/2016 - atualizado em 18/01/2016

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)