Gabriel Rocha Schuab da Silva, mestrando do Programa de Pós-graduação em Medicina Tropical do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), foi homenageado na Câmara Municipal de Duque de Caxias (RJ) com a ‘Medalha Cidade Duque de Caxias’. A cerimônia ocorreu no dia 14 de novembro, no Plenário da Casa Legislativa.
A honraria, de iniciativa da vereadora Andreia Zito Hotz, foi concedida a Gabriel e outros cidadãos que se destacaram por suas contribuições relevantes ao desenvolvimento social, comunitário e institucional do município.
Gabriel com diploma e medalha da honraria dedicada a cidadãos caxienses de destaque. Foto: acervo pessoal
Cria de Caxias e apaixonado por saúde pública, o jovem de 27 anos desenvolve um projeto de integração de dados para a vigilância epidemiológica de doenças como dengue, Zika e chikungunya.
A pesquisa pode contribuir para a tomada de decisões para o controle e prevenção dos agravos, a partir do entendimento da dinâmica e comportamento dos sorotipos e genótipos virais.
Os resultados do trabalho estão publicados em artigo na revista científica ‘Lancet Regional Health-Americas’.
“Meu estudo é focado integralmente na sociedade e visa trazer benefícios à população de Caxias e do estado em geral, sobretudo à mais carente, que é afetada pelas doenças negligenciadas, como dengue e chikungunya”, contou o biotecnólogo.
Recentemente, o trabalho já havia rendido a Gabriel o 3º lugar na 30ª edição do Prêmio Jovem Cientista, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em parceria com a Fundação Roberto Marinho. A dissertação possui orientação das pesquisadoras Ana Bispo e Marta Giovanetti, do Laboratório de Arbovírus e Vírus Hemorrágicos do IOC.
Pesquisa de Gabriel contempla dados epidemiológicos, populacionais, climáticos e genômicos."Na comunidade onde eu moro as oportunidades são escassas. Minha trajetória acadêmica foi difícil. Em um determinado momento, larguei três anos de outra faculdade para seguir o sonho da carreira acadêmica. Todas as conquistas, prêmios e homenagens ao longo dessa jornada são furto do empenho, das portas abertas e das possibilidades fornecidas por elas”, frisou.
Gabriel reflete que a carreira é árdua, mas que o impacto positivo dos estudos na sociedade suaviza os percalços. Além disse, expressa a importância do estudo para as pessoas de baixa renda para que consigam vencer o ciclo vicioso da pobreza e da doença.
“Enquanto não houver investimento em políticas públicas e pesquisas voltadas para a população mais afetada, o ciclo de pobreza e doença não será quebrado. Enquanto eu não ver melhoria na saúde pública para esses cidadãos, eu não estarei satisfeito com o meu trabalho”, disse.
“Quando se nasce pobre, ser estudioso é o maior ato de rebeldia contra o sistema”, concluiu citando frase frequentemente compartilhada em círculos educacionais.
Gabriel Rocha Schuab da Silva, mestrando do Programa de Pós-graduação em Medicina Tropical do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), foi homenageado na Câmara Municipal de Duque de Caxias (RJ) com a ‘Medalha Cidade Duque de Caxias’. A cerimônia ocorreu no dia 14 de novembro, no Plenário da Casa Legislativa.
A honraria, de iniciativa da vereadora Andreia Zito Hotz, foi concedida a Gabriel e outros cidadãos que se destacaram por suas contribuições relevantes ao desenvolvimento social, comunitário e institucional do município.
Gabriel com diploma e medalha da honraria dedicada a cidadãos caxienses de destaque. Foto: acervo pessoal
Cria de Caxias e apaixonado por saúde pública, o jovem de 27 anos desenvolve um projeto de integração de dados para a vigilância epidemiológica de doenças como dengue, Zika e chikungunya.
A pesquisa pode contribuir para a tomada de decisões para o controle e prevenção dos agravos, a partir do entendimento da dinâmica e comportamento dos sorotipos e genótipos virais.
Os resultados do trabalho estão publicados em artigo na revista científica ‘Lancet Regional Health-Americas’.
“Meu estudo é focado integralmente na sociedade e visa trazer benefícios à população de Caxias e do estado em geral, sobretudo à mais carente, que é afetada pelas doenças negligenciadas, como dengue e chikungunya”, contou o biotecnólogo.
Recentemente, o trabalho já havia rendido a Gabriel o 3º lugar na 30ª edição do Prêmio Jovem Cientista, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em parceria com a Fundação Roberto Marinho. A dissertação possui orientação das pesquisadoras Ana Bispo e Marta Giovanetti, do Laboratório de Arbovírus e Vírus Hemorrágicos do IOC.
Pesquisa de Gabriel contempla dados epidemiológicos, populacionais, climáticos e genômicos."Na comunidade onde eu moro as oportunidades são escassas. Minha trajetória acadêmica foi difícil. Em um determinado momento, larguei três anos de outra faculdade para seguir o sonho da carreira acadêmica. Todas as conquistas, prêmios e homenagens ao longo dessa jornada são furto do empenho, das portas abertas e das possibilidades fornecidas por elas”, frisou.
Gabriel reflete que a carreira é árdua, mas que o impacto positivo dos estudos na sociedade suaviza os percalços. Além disse, expressa a importância do estudo para as pessoas de baixa renda para que consigam vencer o ciclo vicioso da pobreza e da doença.
“Enquanto não houver investimento em políticas públicas e pesquisas voltadas para a população mais afetada, o ciclo de pobreza e doença não será quebrado. Enquanto eu não ver melhoria na saúde pública para esses cidadãos, eu não estarei satisfeito com o meu trabalho”, disse.
“Quando se nasce pobre, ser estudioso é o maior ato de rebeldia contra o sistema”, concluiu citando frase frequentemente compartilhada em círculos educacionais.
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)