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Valorizando habilidades comunicacionais de discentes e docentes

Pós-graduação do IOC oferece curso com técnicas de teatro aplicadas à apresentação de seminários, aulas e concursos acadêmicos
Por Kadu Cayres26/08/2022 - Atualizado em 01/09/2022

Saber expressar bem as ideias é fundamental para o bom desenvolvimento de atividades profissionais e pessoais. Seja uma conversa com amigos, numa reunião de trabalho, na apresentação de um projeto de pesquisa para a banca examinadora ou na gravação de um pitch para uma agência de fomento, eloquência e boa oratória são sempre aptidões levadas em consideração. 

Empenhado em valorizar as habilidades comunicacionais de estudantes e professores, o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), por meio dos Programas de Pós-graduação Stricto sensu em Biologia Parasitária e Biologia Celular e Molecular, promoveu, entre os dias 22 e 24 de agosto, o curso 'Técnicas de teatro aplicadas a apresentação de seminários, aulas e concursos acadêmicos'. A atividade foi ministrada pelo pesquisador da Fiocruz Minas, Rodrigo Soares. 

Ao todo, o curso atraiu mais de 30 participantes, entre alunos e docentes dos Programas de Pós-graduação do Instituto. Foto: Ricardo Schmidt

“Como professor e pesquisador, tenho observado certa carência na formação dos nossos alunos em relação a essas habilidades, sobretudo em relação a apresentações de trabalho e resultados de experimentos. Por isso, resolvi organizar o curso”, declarou Soares. 

O curso contou com atividades de memorização, impostação de voz, estímulo à autopercepção, técnicas para domínio do assunto, estabelecimento de relação com a audiência, entre outras. 

Segundo Rodrigo, todo o método é um experimento pautado no antes e depois. “No primeiro dia, alguns estudantes gravam vídeos falando de forma improvisada. Em seguida, apresento algumas técnicas de postura, voz e de como se movimentar no espaço para estabelecer relação com o público. No último dia, outros participantes gravam suas apresentações. A mágica do processo está justamente no fato de o participante se ver. Por isso, uma parte grava no início e a outra, no final, e depois a gente exibe, analisa e conversa sobre métodos de aprimoramento. Isso faz toda a diferença na aprendizagem”, explicou o professor.

De acordo com a coordenadora adjunta da Pós-graduação em Biologia Parasitária, Roberta Olmo, a ideia de oferecer o curso surgiu de uma conversa com Rodrigo Soares, na qual ambos reforçaram a importância de os estudantes terem mais domínio nas apresentações de seus trabalhos, visto que muitos ficam mais focados em realizar experimentos e publicar artigos, do que em defender e apresentar, publicamente, o resultado de suas pesquisas. 

“Ter boas habilidades comunicacionais também faz parte da formação de futuros cientistas. Por isso, investimos na realização do curso”, comentou. “Abrimos as inscrições com 20 vagas. Ao todo, recebemos mais de 33 inscritos e ainda formulamos uma fila de espera para a próxima edição do curso”, completou, chamando atenção para o sucesso da edição. 

Docente do Programa de Biologia Parasitária e pesquisadora do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários do IOC, Mariana Rocha David foi uma das participantes.

“Vi no curso a possibilidade de aprimorar a forma como eu me expresso em palestras, apresentações, aulas e outras atividades. Afinal, a maneira de transmitir o conhecimento é importante para quem está recebendo a informação, ainda mais em tempos de fake news”, contou.

A docente destacou como pontos interessantes do curso as dicas de linguagem corporal, de montagem de slides para apresentações e de como conquistar a atenção de variadas audiências. 

Para Atta Ur Rahman, doutorando paquistanês do mesmo programa, as técnicas de apresentação e as habilidades para discursos e diálogos também foram as atividades que mais chamaram a atenção. 

“Por conta da pandemia de Covid-19, essa é a primeira iniciativa presencial que participo desde que iniciei meu doutorado no IOC. Fiquei muito satisfeito em aprender e aprimorar a maneira como expresso em apresentações e com as pessoas em geral, em especial, em outro idioma”, disse.

Pós-graduação do IOC oferece curso com técnicas de teatro aplicadas à apresentação de seminários, aulas e concursos acadêmicos
Por: 
kadu

Saber expressar bem as ideias é fundamental para o bom desenvolvimento de atividades profissionais e pessoais. Seja uma conversa com amigos, numa reunião de trabalho, na apresentação de um projeto de pesquisa para a banca examinadora ou na gravação de um pitch para uma agência de fomento, eloquência e boa oratória são sempre aptidões levadas em consideração. 

Empenhado em valorizar as habilidades comunicacionais de estudantes e professores, o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), por meio dos Programas de Pós-graduação Stricto sensu em Biologia Parasitária e Biologia Celular e Molecular, promoveu, entre os dias 22 e 24 de agosto, o curso 'Técnicas de teatro aplicadas a apresentação de seminários, aulas e concursos acadêmicos'. A atividade foi ministrada pelo pesquisador da Fiocruz Minas, Rodrigo Soares. 

Ao todo, o curso atraiu mais de 30 participantes, entre alunos e docentes dos Programas de Pós-graduação do Instituto. Foto: Ricardo Schmidt

“Como professor e pesquisador, tenho observado certa carência na formação dos nossos alunos em relação a essas habilidades, sobretudo em relação a apresentações de trabalho e resultados de experimentos. Por isso, resolvi organizar o curso”, declarou Soares. 

O curso contou com atividades de memorização, impostação de voz, estímulo à autopercepção, técnicas para domínio do assunto, estabelecimento de relação com a audiência, entre outras. 

Segundo Rodrigo, todo o método é um experimento pautado no antes e depois. “No primeiro dia, alguns estudantes gravam vídeos falando de forma improvisada. Em seguida, apresento algumas técnicas de postura, voz e de como se movimentar no espaço para estabelecer relação com o público. No último dia, outros participantes gravam suas apresentações. A mágica do processo está justamente no fato de o participante se ver. Por isso, uma parte grava no início e a outra, no final, e depois a gente exibe, analisa e conversa sobre métodos de aprimoramento. Isso faz toda a diferença na aprendizagem”, explicou o professor.

De acordo com a coordenadora adjunta da Pós-graduação em Biologia Parasitária, Roberta Olmo, a ideia de oferecer o curso surgiu de uma conversa com Rodrigo Soares, na qual ambos reforçaram a importância de os estudantes terem mais domínio nas apresentações de seus trabalhos, visto que muitos ficam mais focados em realizar experimentos e publicar artigos, do que em defender e apresentar, publicamente, o resultado de suas pesquisas. 

“Ter boas habilidades comunicacionais também faz parte da formação de futuros cientistas. Por isso, investimos na realização do curso”, comentou. “Abrimos as inscrições com 20 vagas. Ao todo, recebemos mais de 33 inscritos e ainda formulamos uma fila de espera para a próxima edição do curso”, completou, chamando atenção para o sucesso da edição. 

Docente do Programa de Biologia Parasitária e pesquisadora do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários do IOC, Mariana Rocha David foi uma das participantes.

“Vi no curso a possibilidade de aprimorar a forma como eu me expresso em palestras, apresentações, aulas e outras atividades. Afinal, a maneira de transmitir o conhecimento é importante para quem está recebendo a informação, ainda mais em tempos de fake news”, contou.

A docente destacou como pontos interessantes do curso as dicas de linguagem corporal, de montagem de slides para apresentações e de como conquistar a atenção de variadas audiências. 

Para Atta Ur Rahman, doutorando paquistanês do mesmo programa, as técnicas de apresentação e as habilidades para discursos e diálogos também foram as atividades que mais chamaram a atenção. 

“Por conta da pandemia de Covid-19, essa é a primeira iniciativa presencial que participo desde que iniciei meu doutorado no IOC. Fiquei muito satisfeito em aprender e aprimorar a maneira como expresso em apresentações e com as pessoas em geral, em especial, em outro idioma”, disse.

Edição: 
Vinicius Ferreira

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)