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Laboratório de Microbiologia Celular

O Laboratório de Microbiologia Celular do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) tem como principal alvo de estudo a interação das micobactérias causadoras da hanseníase e da tuberculose com o organismo humano.

Os projetos de pesquisa visam desenvolver alternativas terapêuticas, ferramentas de prevenção, vacinas e testes imunológicos para o controle das micobacterioses.

Seus pesquisadores utilizam metodologias de biologia celular e molecular para identificar linhagens de micobactérias prevalentes em populações selecionadas e investigar seus mecanismos de patogenicidade.

As pesquisas incluem a caracterização de fatores de virulência das micobactérias e de bactérias Gram-negativas como Klebsiella pneumoniae, e buscam estudar os efeitos da infecção sobre o metabolismo do hospedeiro. A definição dos diferentes genótipos micobacterianos e padrões de resposta imune desencadeada pela infecção no ser humano também são alvo das linhas de pesquisa do laboratório.

As principais linhas do Laboratório de Microbiologia Celular se encontram listadas a seguir:

a) Mecanismos de patogenicidade das micobactérias
- Investigar os eventos bioquímicos iniciais que ocorrem durante a interação do Mycobacterium leprae com as células de Schwann, adipócitos e macrófagos (vias de adesão e penetração, eventos de sinalização celular, efeito sobre a transcrição global de genes, metabolismo central, etc.)
- Identificar fatores de virulência do M. leprae, compreender sua importância na resposta imune e patogênese e investigar através do uso de drogas específicas o potencial papel destas moléculas na sobrevida do bacilo
- Caracterizar os mecanismos patogenéticos para o dano neural da hanseníase
- Investigar vias metabólicas do hospedeiro moduladas e subvertidas pela infecção com M. leprae
- Identificar alvos do hospedeiro que possam ser modulados através de drogas de modo a afetar a viabilidade intracelular do bacilo
Meta: Identificar enzimas/receptores do hospedeiro que possam servir de alvos para a ação de fármacos visando o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas para o controle da hanseníase e mitigação da neuropatia hansênica

b) Estudo da resposta imune e alterações no metabolismo induzidas por componentes micobacterianos em indivíduos com diferentes graus de exposição e susceptibilidade a infecções micobacterianas
- Definir os padrões de resposta imune que conferem proteção ou susceptibilidade as micobacterioses
- Identificar antígenos candidatos para o desenvolvimento de testes imunológicos para o diagnóstico precoce da hanseníase e tuberculose
- Identificar moléculas candidatas para o desenvolvimento de vacinas anti-micobacterianas
- Meta: Desenvolvimento de novas vacinas e testes imunológicos para o diagnóstico da hanseníase e tuberculose

c) Mecanismos de patogenicidade de bactérias Gram-negativas
- Investigar os processos moleculares envolvidos na interação patógeno-hospedeiro
- Caracterizar alvos moleculares para o desenvolvimento de novos fármacos
- Caracterizar mecanismos de resistência a antimicrobianos
- Meta: Desenvolver métodos para o monitoramento de isolados resistentes e propor alternativas terapêuticas para o tratamento de infecções multi-resistentes

d) Estudo da relação entre M. leprae e artrópodes vetoresbr>
- Investigar a participação de artrópodes vetores como carrapatos e barbeiros na transmissão da Hanseníase
- Identificar linhagens de células embrionárias de carrapatos capazes de promover o crescimento do M. leprae in vitro
- Curadoria do primeiro Banco de Células de Carrapatos da América Latina
- Meta: Produzir e manter cepas de M. leprae transgênico in vitro

e) Estudo dos mecanismos de exacerbação da neurotoxicidade do vírus Zika quando em associação com outros cofatores ambientais
- Correlacionar exacerbação do dano neural causado pelo vírus com outros fatores ambientais, como restrição proteica, contaminação com saxitoxina ou pesticidas
- Identificar novos fatores ambientais relacionados à ocorrência de microcefalia
- Meta: Identificar o motivo pelo qual a região nordeste do Brasil apresentou maior prevalência e severidade nos casos de síndrome congênita do Zika relatados quando comparada com as regiões Norte, Sudeste e Centro-Oeste

Chefe do Laboratório de Microbiologia Celular
Maria Cristina Vidal Pessolani (Currículo Lattes)

Chefe substituto (a) do Laboratório de Microbiologia Celular
Flávio Alves Lara (Currículo Lattes)