:: Confira a cobertura especial
O primeiro dia de atividades da 11ª edição da Semana da Pós-graduação do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) foi marcado por debates sobre saúde mental e comunicação não violenta, além de uma sessão com os coordenadores dos cursos sobre os desafios e as estratégias para o novo ciclo da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
A cerimônia de abertura contou com a presença das diretoras Norma Brandão (Ensino) e Luciana Garzoni (Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação); da vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Marly Cruz; da coordenadora geral de cursos Stricto sensu da Fiocruz, Ernites Caetano; e da representante discente do IOC, Fernanda Ramos.
Segundo Norma, o interesse dos alunos pela Semana da Pós confirma o evento como um espaço de interlocução, acolhimento e construção coletiva do conhecimento no IOC.
“A Semana da Pós-graduação é um evento feito por alunos para toda a comunidade acadêmica e, por isso, é preparada com muito carinho. Ver o auditório cheio, apesar das inúmeras agendas concorrentes, é uma enorme satisfação”, refletiu.
Já Ernites revelou que a iniciativa tem servido de referência para outras unidades e comentou como o evento contribui para integrar o ensino e a ciência produzidos na unidade.
“O IOC é responsável por 7 dos 48 programas de Pós-graduação Stricto sensu da Fiocruz. Pesquisa e ensino são indissociáveis nesta casa: aqui se ensina porque se pesquisa. Por isso, nós precisamos pertencer e nos integrar nas nossas várias áreas de conhecimento”, apontou.
Para fortalecer o bem-estar estudantil com informação e acolhimento, a programação da manhã abriu com o espaço ‘Saúde mental, ações afirmativas e fluxos de denúncia’.
Na sessão, foram apresentados os canais de apoio ‘Acolhe IOC’ — representado pela líder da iniciativa, Norma Brandão — e o serviço de escuta do Centro de Apoio ao Discente (CAD) da Fiocruz — representado pela coordenadora do serviço, Etinete Nascimento Gonçalves.

O ‘Acolhe IOC’ é tem o intuito de facilitar a comunicação de profissionais e estudantes sobre situações desarmônicas vivenciadas no ambiente de trabalho ou ensino. Conflito, assédio e outros ruídos de convivência podem ser relatadas de forma identificada ou anônima na página do programa.
Já o canal de comunicação do CAD é a porta de entrada institucional para demandas do corpo discente na Fiocruz. O serviço oferece escuta e acolhimento psicológico e psicopedagógico, assistência social, orientação a estudantes na resolução de impasses e ações de permanência (como integração de estrangeiros e de pessoas de outros estados), além de articular encaminhamentos para outras áreas quando necessário.
Seja pelo Acolhe IOC ou pelo CAD, a orientação é não naturalizar o incômodo: registre cedo, qualifique o relato e acione os canais de apoio. Assim, divergências não se acumulam nem viram sofrimento.
“Cada um sabe o tamanho da sua dor. Nenhum sentimento é menor ou maior que o outro; todos merecem respeito. Além do Acolhe IOC e do CAD, as coordenações dos Programas de Pós-graduação também estão abertas para essa escuta”, refletiu Norma.

Pela tarde, para complementar o debate sobre saúde mental, foi realizada a sessão ‘Comunicação efetiva e não violenta’. A atividade foi mediada pelo psicólogo do CAD, Valdir Costa, e contou com a presença da fonoaudióloga da Marinha do Brasil, Greziele Duarte, e da psicóloga da Secretaria Municipal de Mendes, Aline Rosseto.
O espaço uniu exercícios de respiração, aquecimento e projeção vocal com princípios da comunicação não violenta, como observar sem julgar, nomear sentimentos e transformar exigências em pedidos claros.
“Comunicação não violenta não é falar baixinho, no diminutivo ou com palavras bonitinhas. É pedir o que eu preciso, mostrar por que isso é importante para mim e convidar o outro a me ajudar. E também entender que ele pode dizer ‘não’ porque, às vezes, o pedido é importante só para mim”, resumiu Aline.
Na mesa ‘A Pós-graduação do IOC 2025–2028: Estratégias Inovadoras e Desafios no Novo Ciclo da Avaliação CAPES’, os coordenadores dos sete Programas responderam dúvidas dos estudantes e apontaram prioridades da Pós-graduação do IOC para os próximos anos.
Participaram da sessão:
— Mauricio Costa, da Pós em Biologia Computacional e Sistemas
— André Roque, da Pós em Biologia Parasitária
— Daniel Gibaldi, da Pós em Ensino em Biociências e Saúde
— Daniele Castro, da Pós em Vigilância e Controle de Vetores
— Manoel de Oliveira, da Pós em Biodiversidade e Saúde
— Patrícia Cuervo, da Pós em Biologia Celular e Molecular
— Vanessa Salete de Paula, da Pós em Medicina Tropical
O debate detalhou como a produção acadêmica passará a ser avaliada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) nos próximos anos. No novo ciclo (2025–2028), o foco sai do prestígio do periódico e vai para o impacto efetivo do trabalho.
Agora, as citações obtidas no próprio quadriênio e os ‘casos de impacto’ social — por exemplo, quando um resultado embasa políticas públicas, protocolos, tecnologias ou ações de saúde — são mais importantes do que o nome da revista ou outros tipos de métricas.
Os coordenadores detalharam, ainda, as frentes prioritárias do quadriênio 2025–2028 para a Pós: internacionalização, regionalização, promoção da interdisciplinaridade e fortalecimento da inserção social.

A mesa ainda apontou que a Pós-graduação passará a usar o Sucupira 2 (novo sistema nacional da Capes) e o GOPG (ferramenta que reúne automaticamente artigos, teses e outras produções). Para que a transição seja facilitada, os coordenadores recomendaram manter o Currículo Lattes sempre atualizado.
Ainda sobre publicações, reforçaram cuidados como evitar ‘revistas predatórias’ (aquelas que cobram para publicar sem revisão séria), informar o uso de ferramentas de IA quando a revista pedir e valorizar artigos assinados em conjunto por professores e estudantes.
À tarde, a programação seguiu com as Mesas Científicas, pensadas como uma oportunidade de os discentes tirarem dúvidas ligadas às suas pesquisas e trabalhos no IOC.
Ao todo, nove sessões simultâneas reuniram temas que foram de imunologia e vacinologia a virologia e genômica, passando por parasitologia e vetores, micologia e bacteriologia, biologia computacional e bioinformática, biologia celular e molecular, ensino, divulgação científica e educação em saúde, além de saúde pública e políticas públicas.

Para a doutoranda em Biologia Parasitária e monitora de uma das mesas, Eliana Belchior, o formato intimista facilitou o diálogo entre docentes e estudantes.
“É uma oportunidade para ficarmos mais próximos aos nossos professores e coordenadores e, assim, termos trocas mais tranquilas. Na roda, surgiram dúvidas muito específicas que às vezes não estão nos artigos”, contou.
:: Confira a cobertura especial
O primeiro dia de atividades da 11ª edição da Semana da Pós-graduação do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) foi marcado por debates sobre saúde mental e comunicação não violenta, além de uma sessão com os coordenadores dos cursos sobre os desafios e as estratégias para o novo ciclo da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
A cerimônia de abertura contou com a presença das diretoras Norma Brandão (Ensino) e Luciana Garzoni (Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação); da vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Marly Cruz; da coordenadora geral de cursos Stricto sensu da Fiocruz, Ernites Caetano; e da representante discente do IOC, Fernanda Ramos.
Segundo Norma, o interesse dos alunos pela Semana da Pós confirma o evento como um espaço de interlocução, acolhimento e construção coletiva do conhecimento no IOC.
“A Semana da Pós-graduação é um evento feito por alunos para toda a comunidade acadêmica e, por isso, é preparada com muito carinho. Ver o auditório cheio, apesar das inúmeras agendas concorrentes, é uma enorme satisfação”, refletiu.
Já Ernites revelou que a iniciativa tem servido de referência para outras unidades e comentou como o evento contribui para integrar o ensino e a ciência produzidos na unidade.
“O IOC é responsável por 7 dos 48 programas de Pós-graduação Stricto sensu da Fiocruz. Pesquisa e ensino são indissociáveis nesta casa: aqui se ensina porque se pesquisa. Por isso, nós precisamos pertencer e nos integrar nas nossas várias áreas de conhecimento”, apontou.
Para fortalecer o bem-estar estudantil com informação e acolhimento, a programação da manhã abriu com o espaço ‘Saúde mental, ações afirmativas e fluxos de denúncia’.
Na sessão, foram apresentados os canais de apoio ‘Acolhe IOC’ — representado pela líder da iniciativa, Norma Brandão — e o serviço de escuta do Centro de Apoio ao Discente (CAD) da Fiocruz — representado pela coordenadora do serviço, Etinete Nascimento Gonçalves.

O ‘Acolhe IOC’ é tem o intuito de facilitar a comunicação de profissionais e estudantes sobre situações desarmônicas vivenciadas no ambiente de trabalho ou ensino. Conflito, assédio e outros ruídos de convivência podem ser relatadas de forma identificada ou anônima na página do programa.
Já o canal de comunicação do CAD é a porta de entrada institucional para demandas do corpo discente na Fiocruz. O serviço oferece escuta e acolhimento psicológico e psicopedagógico, assistência social, orientação a estudantes na resolução de impasses e ações de permanência (como integração de estrangeiros e de pessoas de outros estados), além de articular encaminhamentos para outras áreas quando necessário.
Seja pelo Acolhe IOC ou pelo CAD, a orientação é não naturalizar o incômodo: registre cedo, qualifique o relato e acione os canais de apoio. Assim, divergências não se acumulam nem viram sofrimento.
“Cada um sabe o tamanho da sua dor. Nenhum sentimento é menor ou maior que o outro; todos merecem respeito. Além do Acolhe IOC e do CAD, as coordenações dos Programas de Pós-graduação também estão abertas para essa escuta”, refletiu Norma.

Pela tarde, para complementar o debate sobre saúde mental, foi realizada a sessão ‘Comunicação efetiva e não violenta’. A atividade foi mediada pelo psicólogo do CAD, Valdir Costa, e contou com a presença da fonoaudióloga da Marinha do Brasil, Greziele Duarte, e da psicóloga da Secretaria Municipal de Mendes, Aline Rosseto.
O espaço uniu exercícios de respiração, aquecimento e projeção vocal com princípios da comunicação não violenta, como observar sem julgar, nomear sentimentos e transformar exigências em pedidos claros.
“Comunicação não violenta não é falar baixinho, no diminutivo ou com palavras bonitinhas. É pedir o que eu preciso, mostrar por que isso é importante para mim e convidar o outro a me ajudar. E também entender que ele pode dizer ‘não’ porque, às vezes, o pedido é importante só para mim”, resumiu Aline.
Na mesa ‘A Pós-graduação do IOC 2025–2028: Estratégias Inovadoras e Desafios no Novo Ciclo da Avaliação CAPES’, os coordenadores dos sete Programas responderam dúvidas dos estudantes e apontaram prioridades da Pós-graduação do IOC para os próximos anos.
Participaram da sessão:
— Mauricio Costa, da Pós em Biologia Computacional e Sistemas
— André Roque, da Pós em Biologia Parasitária
— Daniel Gibaldi, da Pós em Ensino em Biociências e Saúde
— Daniele Castro, da Pós em Vigilância e Controle de Vetores
— Manoel de Oliveira, da Pós em Biodiversidade e Saúde
— Patrícia Cuervo, da Pós em Biologia Celular e Molecular
— Vanessa Salete de Paula, da Pós em Medicina Tropical
O debate detalhou como a produção acadêmica passará a ser avaliada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) nos próximos anos. No novo ciclo (2025–2028), o foco sai do prestígio do periódico e vai para o impacto efetivo do trabalho.
Agora, as citações obtidas no próprio quadriênio e os ‘casos de impacto’ social — por exemplo, quando um resultado embasa políticas públicas, protocolos, tecnologias ou ações de saúde — são mais importantes do que o nome da revista ou outros tipos de métricas.
Os coordenadores detalharam, ainda, as frentes prioritárias do quadriênio 2025–2028 para a Pós: internacionalização, regionalização, promoção da interdisciplinaridade e fortalecimento da inserção social.

A mesa ainda apontou que a Pós-graduação passará a usar o Sucupira 2 (novo sistema nacional da Capes) e o GOPG (ferramenta que reúne automaticamente artigos, teses e outras produções). Para que a transição seja facilitada, os coordenadores recomendaram manter o Currículo Lattes sempre atualizado.
Ainda sobre publicações, reforçaram cuidados como evitar ‘revistas predatórias’ (aquelas que cobram para publicar sem revisão séria), informar o uso de ferramentas de IA quando a revista pedir e valorizar artigos assinados em conjunto por professores e estudantes.
À tarde, a programação seguiu com as Mesas Científicas, pensadas como uma oportunidade de os discentes tirarem dúvidas ligadas às suas pesquisas e trabalhos no IOC.
Ao todo, nove sessões simultâneas reuniram temas que foram de imunologia e vacinologia a virologia e genômica, passando por parasitologia e vetores, micologia e bacteriologia, biologia computacional e bioinformática, biologia celular e molecular, ensino, divulgação científica e educação em saúde, além de saúde pública e políticas públicas.

Para a doutoranda em Biologia Parasitária e monitora de uma das mesas, Eliana Belchior, o formato intimista facilitou o diálogo entre docentes e estudantes.
“É uma oportunidade para ficarmos mais próximos aos nossos professores e coordenadores e, assim, termos trocas mais tranquilas. Na roda, surgiram dúvidas muito específicas que às vezes não estão nos artigos”, contou.
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)