Portuguese English Spanish
Interface
Adjust the interface to make it easier to use for different conditions.
This renders the document in high contrast mode.
This renders the document as white on black
This can help those with trouble processing rapid screen movements.
This loads a font easier to read for people with dyslexia.
Busca Avançada
Você está aqui: Notícias » Produzir conhecimento para ajudar a combater a pobreza

Produzir conhecimento para ajudar a combater a pobreza

Área de Medicina Tropical recebeu 60% das propostas de doutorado submetidas em 2012 ao Convênio Fiocruz/Capes - Brasil Sem Miséria
Por Jornalismo IOC20/12/2012 - Atualizado em 13/12/2024

Área de Medicina Tropical recebeu 60% das propostas de doutorado submetidas em 2012 ao Convênio Fiocruz/Capes - Brasil Sem Miséria

Para aderir ao Plano Brasil Sem Miséria (BSM) iniciativa do Governo Federal comprometida com a melhoria das condições de vida de 16 milhões de pessoas que vivem em condições de pobreza extrema o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) firmou, em 2011, um acordo de Cooperação Técnica com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). O objetivo é colocar na agenda do Plano as doenças da pobreza e combatê-las com o maior trunfo da instituição: a produção de conhecimento de excelência em saúde. A partir da parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Ministério da Educação (MEC), foi criado, em março de 2012, o convênio Fiocruz/Capes - Brasil sem Miséria. A principal frente de atuação da Fiocruz no Plano oferece uma cota de 100 bolsas especiais de doutorado e 25 de pós-doutorado, voltadas a estudantes com projetos que visam investigar e mitigar os problemas relacionados à pobreza.

Até o fim de 2012, a pouco mais de dois meses para o encerramento das inscrições de propostas para bolsas de doutorado, o Instituto contabiliza 40 submissões. Destas, 14 foram aprovadas e implementadas, 11 delas com auxílio da bolsa. Outras 17 propostas estão em fase de avaliação ou ajuste e duas delas já têm bolsas garantidas. Nove foram reprovadas ou canceladas em virtude de desistência. A área de Medicina Tropical é a mais requisitada: das 40 inscrições para o doutorado, 24 bolsas, ou seja, 60%, foram demandadas por candidatos a este programa, e das 11 bolsas em vigor, sete (63%) estão alocadas na Medicina Tropical. A vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação do IOC, Helene Barbosa, explica. Essa demanda alta é justificada pelo fato de o Brasil ser o segundo país que mais produz conhecimento na área, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Temos uma pesquisa consolidada, cujos avanços impactam a qualidade de vida dos nossos habitantes e de outras nações que ainda convivem com as doenças da pobreza, explica.

Já o segundo curso de doutorado mais procurado é o de Ensino em Biociências e Saúde, com 11 submissões e um projeto implementado. Biodiversidade e Saúde, por sua vez, aprovou três dos quatro projetos submetidos, e ainda um projeto implementado no Programa de Biologia Computacional e Sistemas. Com relação ao pós-doutorado, a demanda ainda é baixa, mas já existem duas bolsas aprovadas. As propostas podem ser enviadas a qualquer um dos seis programas de pós-graduação do IOC, que as encaminha, por sua vez, ao Grupo de Trabalho IOC-Brasil Sem Miséria. De julho a dezembro, o Grupo realizou 12 reuniões para analisar os projetos candidatos à inserção no Convênio, de forma a garantir a adequação ao escopo do Plano BSM e cumprir os pré-requisitos estabelecidos pelo governo. Há um grande rigor na avaliação: dos 30 projetos submetidos após a criação do Grupo de Trabalho, apenas seis foram aprovados em primeira análise. Outros 18 receberam recomendações de ajustes e estão em processo de reavaliação, diz Helene.

O prazo para submissão de projetos de doutorado é o dia 04 de fevereiro de 2013, e para o pós-doutorado, 01 de fevereiro de 2015. Saiba mais sobre o Convênio Fiocruz/Capes - Brasil sem Miséria.

 

Isadora Marinho
20/12/2012 - atualizado em 24/01/2013

Área de Medicina Tropical recebeu 60% das propostas de doutorado submetidas em 2012 ao Convênio Fiocruz/Capes - Brasil Sem Miséria
Por: 
jornalismo

Área de Medicina Tropical recebeu 60% das propostas de doutorado submetidas em 2012 ao Convênio Fiocruz/Capes - Brasil Sem Miséria

Para aderir ao Plano Brasil Sem Miséria (BSM) iniciativa do Governo Federal comprometida com a melhoria das condições de vida de 16 milhões de pessoas que vivem em condições de pobreza extrema o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) firmou, em 2011, um acordo de Cooperação Técnica com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). O objetivo é colocar na agenda do Plano as doenças da pobreza e combatê-las com o maior trunfo da instituição: a produção de conhecimento de excelência em saúde. A partir da parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Ministério da Educação (MEC), foi criado, em março de 2012, o convênio Fiocruz/Capes - Brasil sem Miséria. A principal frente de atuação da Fiocruz no Plano oferece uma cota de 100 bolsas especiais de doutorado e 25 de pós-doutorado, voltadas a estudantes com projetos que visam investigar e mitigar os problemas relacionados à pobreza.

Até o fim de 2012, a pouco mais de dois meses para o encerramento das inscrições de propostas para bolsas de doutorado, o Instituto contabiliza 40 submissões. Destas, 14 foram aprovadas e implementadas, 11 delas com auxílio da bolsa. Outras 17 propostas estão em fase de avaliação ou ajuste e duas delas já têm bolsas garantidas. Nove foram reprovadas ou canceladas em virtude de desistência. A área de Medicina Tropical é a mais requisitada: das 40 inscrições para o doutorado, 24 bolsas, ou seja, 60%, foram demandadas por candidatos a este programa, e das 11 bolsas em vigor, sete (63%) estão alocadas na Medicina Tropical. A vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação do IOC, Helene Barbosa, explica. Essa demanda alta é justificada pelo fato de o Brasil ser o segundo país que mais produz conhecimento na área, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Temos uma pesquisa consolidada, cujos avanços impactam a qualidade de vida dos nossos habitantes e de outras nações que ainda convivem com as doenças da pobreza, explica.

Já o segundo curso de doutorado mais procurado é o de Ensino em Biociências e Saúde, com 11 submissões e um projeto implementado. Biodiversidade e Saúde, por sua vez, aprovou três dos quatro projetos submetidos, e ainda um projeto implementado no Programa de Biologia Computacional e Sistemas. Com relação ao pós-doutorado, a demanda ainda é baixa, mas já existem duas bolsas aprovadas. As propostas podem ser enviadas a qualquer um dos seis programas de pós-graduação do IOC, que as encaminha, por sua vez, ao Grupo de Trabalho IOC-Brasil Sem Miséria. De julho a dezembro, o Grupo realizou 12 reuniões para analisar os projetos candidatos à inserção no Convênio, de forma a garantir a adequação ao escopo do Plano BSM e cumprir os pré-requisitos estabelecidos pelo governo. Há um grande rigor na avaliação: dos 30 projetos submetidos após a criação do Grupo de Trabalho, apenas seis foram aprovados em primeira análise. Outros 18 receberam recomendações de ajustes e estão em processo de reavaliação, diz Helene.

O prazo para submissão de projetos de doutorado é o dia 04 de fevereiro de 2013, e para o pós-doutorado, 01 de fevereiro de 2015. Saiba mais sobre o Convênio Fiocruz/Capes - Brasil sem Miséria.

 

Isadora Marinho
20/12/2012 - atualizado em 24/01/2013

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)