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Celebrações, prêmios, cooperação e promoção da saúde: confira o que foi destaque em 2025 no Instituto Oswaldo Cruz

Ano foi marcado por comemorações pelos 125 anos da Unidade e por dezenas de honrarias recebidas por profissionais e estudantes
Por Vinicius Ferreira17/12/2025 - Atualizado em 26/12/2025
Em 2025, o IOC completou 125 anos de dedicação à ciência e à saúde nacionais. Foto: Henrique Nobre

Um ano de celebrações e iniciativas de cooperação que reafirmaram o compromisso do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) de promover ciência e saúde em prol da população brasileira. Essa pode ser uma breve síntese sobre o 2025 do IOC, que também foi recheado de prêmios, homenagens e reconhecimentos, diversas ações de divulgação científica e promoção da saúde, além de inúmeras contribuições para a vigilância em saúde. 

Fundado em 25 de maio de 1900, o que originalmente nascera como Instituto Soroterápico Federal, dedicado à produção de soro e vacina contra peste bubônica, doença que, à época, assolava a população, se transformou, em pouco tempo, em um centro de medicina experimental inédito no país, unindo pesquisa, ensino e produção. 

Para celebrar os 125 anos do IOC, uma programação especial tomou conta de todo o ano. Dividido em atos, o ‘Simpósio IOC Jubileu 125 anos’ reuniu profissionais e estudantes do Instituto, gestores públicos e especialistas de renomadas instituições em torno de palestras, mesas-redondas, exposições, lançamentos, homenagens, inaugurações e, é claro, muita confraternização e alegria. 

Durante as comemorações do Jubileu, foi anunciado o lançamento do perfil oficial do Instituto no Instagram, que, em apenas seis meses, alcançou a marca de mais de 10 mil seguidores.

Pilar da ciência e saúde globais, o IOC apresentou ao mundo em 2025 avanços significativos em pesquisas desenvolvidas na Unidade, como o estudo que decodificou genomas de três cepas do vírus influenza A H5N1, causador da gripe aviária, detectadas na Antártica. Os achados ampliaram as evidências de circulação do microrganismo no continente gelado e contribuíram para o entendimento das rotas de disseminação do patógeno. 

Em relação à doença de Chagas, estudo validou metodologia mais rápida, sensível e confiável para diagnóstico molecular do agravo. Complementarmente, pesquisas de ponta utilizaram simulação computacional em escala atômica para mapear 1,44 milhão de átomos e identificar alvos que podem levar a novas terapias ou vacinas contra o Trypanosoma cruzi. Já um estudo com base em bioengenharia abriu possibilidades inovadoras na busca de tratamentos para Chagas e câncer. 

Ações de campo se materializaram na inauguração do Cepav-Chagas e do Laboratório de Entomologia em Limoeiro do Norte, Ceará, que visou conscientização e diagnóstico em áreas endêmicas. Também foi celebrado o primeiro aniversário do Cepav-Chagas de Posse, em Goiás. 

Minicoração: cultura 3D de células cardíacas apresenta contrações, entre outras características do órgão. Vídeo: Seydel e colaboradores, Biomedicines, 2024

Em hepatites virais, o IOC desenvolveu testes moleculares rápidos, com o objetivo de fornecer resultados em apenas 30 minutos nas unidades de saúde. Também teve destaque a classificação de um novo subgenótipo da hepatite D e a promoção de ações externas de testagem em populações vulneráveis. 

Pesquisadores do IOC avançaram na compreensão da replicação de vírus emergentes, como o Mpox e o Oropouche. Além disso, um estudo identificou mecanismo relacionado com a gravidade de casos de Covid-19 e outro analisou efeitos de poluentes orgânicos persistentes em gestantes. 

No campo dos vetores, uma tecnologia inovadora copatenteada pela Fiocruz criou uma cápsula alimentar capaz de matar larvas do Aedes aegypti e contribuir para o controle do vetor. Já uma missão internacional de pesquisadores do IOC em Angola contribuiu para ampliar a capacidade de resposta a surtos de doenças e ameaças à saúde pública. E, na Mata Atlântica, uma nova espécie de mosca predadora foi descoberta em parceria com especialistas da Universidade Federal da Paraíba. 

Ações sociais do IOC alcançaram centenas de pessoas em situação de rua. Foto: Rudson Amorim

Também foi destaque o lançamento de um novo suplemento alimentar para cães e gatos obtido a partir de uma tecnologia desenvolvida em conjunto com uma empresa privada. Com o nome ‘Gastroband’, o produto utiliza extratos de plantas medicinais, visando complementar a alimentação de pets, com foco na saúde gastrointestinal. 

E, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi desenvolvido um novo teste rápido para o diagnóstico da hantavirose, capaz de detectar a doença em 20 minutos, com apenas uma gota de sangue. 

Houve ainda avanços no campo da editoração científica. A revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz passou a adotar a revisão por pares aberta, divulgando os pareceres dos revisores junto aos artigos, o que aumentou a transparência do processo editorial. Além disso, a revista ingressou na Rede Brasileira de Reprodutibilidade (RBR), com o objetivo de estabelecer parâmetros que favoreçam a replicação das pesquisas. Os 115 anos da revista foram tema da quarta edição do projeto ‘Somos Manguinhos’. 

A tríade ciência, saúde e inovação esteve presente em importantes eventos. No Rio Innovation Week, especialistas ministraram palestras sobre a popularização da ciência em territórios vulnerabilizados e sobre estratégias de biossegurança e preparo para novas pandemias. 

Já a participação do Instituto na ExpoRio Turismo, marcou o início da construção de um programa de turismo científico voltado para toda a sociedade. Em um evento na Firjan, o IOC se uniu à Aliança pela Inovação do Rio de Janeiro, juntamente com outras 20 instituições, para fortalecer o ecossistema de inovação fluminense e traduzir o conhecimento científico em soluções práticas.  

Como parte das ações de memória e equidade, foram promovidas duas importantes iniciativas. A quinta edição do projeto 'Somos Manguinhos' celebrou o legado da cientista Maria de Nazareth Meirelles e homenageou 15 pesquisadoras com a medalha de Mérito Feminino na Ciência que leva seu nome.  

E o encontro inédito ‘Vida e obra de personalidades negras que inspiram’ abordou temas como representatividade e racismo estrutural. O debate destacou a educação como a possibilidade real para garantir permanência e futuro para a juventude negra. 


Pesquisadoras que receberam a 'Medalha Maria de Nazareth Meirelles de Mérito Feminino na Ciência’. Foto: Rudson Amorim


Cooperação em prol da saúde pública 

O ano foi marcado pela expansão da cooperação global, pela participação em grandes eventos de tecnologia e por avanços institucionais em iniciativas estratégicas focadas em ciência, saúde e inovação, reforçando seu papel no cenário nacional e internacional.  

Em consonância com a Vice-Presidência de Saúde Global da Fiocruz, o IOC implementou a Coordenação de Relações Internacionais para ampliar as oportunidades de cooperação científica e promover o Instituto no exterior.  


Nova Coordenação de Relações Internacionais do IOC busca fortalecer redes de pesquisa e projetar a ciência brasileira no cenário internacional. Foto: Rudson Amorim

Nessa linha, o Instituto fortaleceu laços internacionais com diversas nações. Em Madri, foram debatidas parcerias em sustentabilidade, saúde e mudanças climáticas com o Instituto de Saúde Carlos III. Com a Suíça, foi assinado um Memorando de Entendimento com a Universidade de St. Gallen para intercâmbios e projetos em áreas como 'Saúde Única' e 'Inovação em Saúde'. Com representantes do Ministério da Saúde do Equador foi discutida cooperação técnica em leptospirose e arboviroses.  

Em Portugal, um encontro internacional organizado pelo IOC focou na urgência da saúde planetária e nas mudanças climáticas e um curso internacional de inovaçãco em ciência e saúde promoveu uma imersão em criatividade, ciência e empreendedorismo. 


Evento sobre ciência e inovação aproximou especialistas brasileiros e portugueses. Foto: Acervo pessoal

Com pesquisadores da Itália e da China foram debatidas possibilidades de parcerias para a formação de estudantes da Pós-graduação e no desenvolvimento de projetos de pesquisa. Na Grécia, houve avanço em cooperação em projeto sobre infecções emergentes e reemergentes. A cooperação entre o IOC e instituições japonesas fortaleceram a integração científica.

Com a França, foi promovido encontro para reforçar laços e projetar novas colaborações. E marcando o Ano Cultural Brasil-França, o Documentário ‘Rey, ciência em defesa da vida’, produzido por IOC e VídeoSaúde, foi selecionado para exibição no Instituto Pasteur, em Paris. 

Por aqui, fomos anfitriões de workshop sobre vigilância genômica e estudos epidemiológicos virais, reunindo profissionais do Brasil, Argentina e Uruguai e participamos de reuniões em Brasília para discutir acordos de cooperação com a CAPES, o Ministério da Saúde e o Conass. 


Projeto internacional visa atualizar o mapa entomológico de Angola. Foto: Rudson Amorim

Profissionais angolanos participaram de qualificação sobre vigilância de vetores e técnicos moçambicanos conheceram a estrutura da Plataforma de Bioinformática coordenada pelo IOC. 

Foi realizada, ainda, a inauguração do Centro de Estudo e Pesquisa em Ambiente e Zoonoses (CEPAZ) Professor José Rodrigues Coura, em Campos dos Goytacazes, em parceria com a Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e secretarias de saúde, com o objetivo de ser um espaço colaborativo para estudos sobre zoonoses e temas relevantes à região. 

No Acre, o diálogo foi em torno do estabelecimento de um termo de cooperação técnica para o desenvolvimento de projeto de pesquisas em Unidades de Conservação Estaduais e em Áreas de Proteção Ambiental (APA), tendo como base a abordagem de Saúde Única e de Educação Ambiental. 


Parceria interinstitucional vai ampliar a produção de estudos e debates sobre zoonoses. Foto: Vinícius Ferreira


Clima e biodiversidade  

No ano da COP 30 no Brasil, o Instituto Oswaldo Cruz intensificou suas iniciativas em segurança biológica e saúde global, destacando-se na preservação de acervos e na articulação de respostas aos desafios climáticos. 

O IOC marcou presença no evento, defendendo a abordagem de saúde única na formulação de políticas públicas e integrou o ‘Relatório de Avaliação da Amazônia 2025’, que alerta que a degradação ambiental aumenta os riscos sanitários e a proximidade humana com patógenos. 

Na Cop 30, Instituto debateu como territórios e saberes se unem diante das epidemias. Foto: reprodução

Em um processo inédito na Fiocruz, três coleções biológicas do IOC estabeleceram cópias de segurança de seu banco de espécimes. Ainda neste tema, um levantamento mostrou que nos últimos dez anos, pesquisadores do Instituto participaram da descrição de cerca de 260 novas espécies no Brasil e em outros países. A identificação de novos organismos é considerada fundamental para antecipar e reduzir riscos à saúde pública em meio às mudanças nos ecossistemas e à crise climática. 

E pela primeira vez no país, cientistas mapearam mais de uma centena de patógenos com potencial de transmissão para humanos entre mamíferos. O documento destaca lacunas em políticas públicas e faz recomendações para proteger a saúde e a biodiversidade. 


Visão dorsal do espécime macho de Panstrongylus noireaui, uma das várias descritas por cientistas do IOC. Foto: Acervo


Ciência, saúde e sociedade 

Em 2025, pesquisadores e estudantes do IOC promoveram uma intensa mobilização em torno de ações de divulgação científica e promoção, refletindo o compromisso institucional em aproximar a sociedade das pesquisas desenvolvidas nos laboratórios e de levar saúde a quem mais precisa. 

O Instituto marcou presença no 60º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (Medtrop), na Paraíba, onde foi homenageado pelos seus 125 anos. Na 77ª Reunião Anual da SBPC, em Pernambuco, na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e no Fiocruz pra Você iniciativas lúdicas impactaram milhares de pessoas.  

Pesquisadores e estudantes do IOC em prol da divulgação científica na SBPC 2025. Foto: Vinicius Ferreira

A tecnologia social ‘Expresso Chagas XXI’ esteve em Goiás com atividades de mobilização, formação e realização de testes rápidos. O programa ‘IOC+Escolas’ levou conhecimento científico a mais de mil crianças, jovens e adultos em escolas públicas do estado do Rio de Janeiro. 

da sala de aula para o laboratório, alunas de escolas da cidade do Rio e da Baixada Fluminense vivenciaram a rotina de pesquisa de cientistas mulheres do IOC e estudantes de Volta Redonda (RJ) conheceram um pouco do universo da microscopia eletrônica


Meninas trocaram a sala de aula pelo laboratório e foram recebidas por pesquisadoras do IOC. Foto: Max Gomes

A exposição 'Biodiversidade, Saúde & Arte’ no Palácio Itaboraí, em Petrópolis, discutiu a relação entre biodiversidade, doença de Chagas e mudanças climáticas. O curso ‘Saúde Comunitária’ formou mais 110 multiplicadores de conhecimento, moradores de territórios em situação de vulnerabilidade social. Já a capacitação 'Guardiãs das Matas' formou mulheres de comunidades do Rio para aturarem em educação ambiental em seus bairros. 

Ainda no tema ambiental, o projeto internacional Mosaic percorreu regiões de fronteira do Brasil e do exterior para contribuir para a saúde das populações e dos ecossistemas na Amazônia e no Leste da África diante das mudanças climáticas e da degradação ambiental. 

Dedicada a fornecer informações sobre educação em saúde em pediculose, a produção audiovisual que apresenta fatos curiosos e mitos sobre piolhos, desenvolvida pela Comunicação do IOC, ultrapassou a surpreendente marca de 1 milhão de visualizações. 

Referência nacional e internacional 

Em mais um ano, o IOC se posicionou na vanguarda da vigilância em saúde pública e na promoção de qualidade assistencial. 

Ambulatório Souza Araújo, especializado no atendimento a pacientes com hanseníase, conquistou a renovação de seu certificado nacional de acreditação. 

Acreditação do Ambulatório Souza Araújo refletiu padrões de excelência no atendimento. Foto: Rudson Amorim

Sempre atentos à constante circulação de novas variantes do SARS-CoV-2, o Instituto confirmou a circulação da cepa XFG da Covid-19 na cidade do Rio de Janeiro, classificada pela Organização Mundial da Saúde como 'variante sob monitoramento'.  

O Instituto também atuou no esclarecimento de um caso humano suspeito de gripe aviária (H5N1) no Rio Grande do Sul e participou de eventos voltados à preparação contra poliovírus e vírus respiratórios. 

E, de forma pioneira, identificou no Brasil o subclado K do vírus influenza A (H3N2), que vinha sendo monitorado por autoridades de saúde internacionais, tendo em vista o aumento de casos no hemisfério Norte. 


O maruim (Culicoides paraensis) é o principal vetor da Oropouche. Foto: Coleção de Ceratopogonidae do IOC/Fiocruz

A vigilância de arboviroses também foi intensificada. Estudos detalharam a dispersão acelerada do vírus Oropouche para a região Sudeste e foi produzido manual operacional em parceria com a OPAS para auxiliar entomologistas das Américas na identificação do maruim, principal vetor principal da doença. 

No combate a parasitoses, pesquisadores identificaram a ampla disseminação do verme causador da meningite eosinofílica em moluscos terrestres no estado do Rio de Janeiro. O Instituto também promoveu duas capacitações em malacologia para profissionais de saúde para fortalecer a vigilância da esquistossomose

Reforçando a infraestrutura nacional de análise de patógenos, o IOC inaugurou seu primeiro laboratório de alta contenção de nível de biossegurança 3 (NBA-3) para pesquisas com biomodelos e pesquisadores japoneses foram recebidos para compartilhamento de experiências sobre pesquisas em infraestrutura com elevado índice de biossegurança. 

Para fortalecer a preparação e resposta a emergências de saúde pública, cientistas participaram de evento da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) sobre regulamento sanitário internacional 


Capacitações alcançaram técnicos de vários estados. Foto: Max Gomes

No Norte do país, ações de vigilância da equinococose neotropical em territórios indígenas ampliaram o compartilhamento de conhecimentos científicos sobre a doença entre a população e os profissionais de saúde locais. 

Foram desenvolvidos dois importantes kits para diagnóstico: um que detecta rotavírus e norovírus e outro destinado à hantavirose

Avanços na formação acadêmica

Importantes atividades destacaram o papel do IOC na formação de mestres e doutores, na promoção de debates sobre o Ensino e no fortalecimento de redes de conhecimento no país. 


Auditórios lotados marcaram atividades do Ensino. Foto: Rudson Amorim

Dentre os destaques, foi realizada, de forma inédita, a Semana de Abertura do Ano Acadêmico, que reuniu palestras, mesas-redondas e discussões sobre ética em pesquisa, saúde mental dos pós-graduandos, ensino híbrido e ciência cidadã. 

Já na tradicional Semana da Pós-graduação, a intensa participação da comunidade acadêmica foi m torno de temas como internacionalização, mudanças climáticas, ensino e empregabilidade.  

Alunos da nova turma de mestrado do IFAC, oferecida pela Pós em Biociências e Saúde do IOC. Foto: IFAC

Cruzando os muros de Manguinhos, o programa de Pós-graduação em Ensino em Biociências e Saúde iniciou uma turma de mestrado especial no Acre, fortalecendo a cooperação institucional para formação de profissionais da educação e saúde no Norte do país.  

No quesito celebração, a Pós-graduação em Medicina Tropical comemorou 45 anos de formação de especialistas, com eventos que remontaram à sua trajetória e o curso de Pós-graduação em Ciência, Arte e Cultura na Saúde celebrou seus 15 anos de criação, refletindo sobre a integração entre abordagens científicas e culturais na área da saúde. 

Também foi destaque curso internacional sobre vetores e suas doenças, que aproximaram estudantes de diversas partes do país em estudos de impacto para a saúde pública.   

Curso internacional uniu alunos e professores em torno da capacitação em controle de vetores. Foto: Max Gomes 

Muitos prêmios, muitas homenagens 

Em 2025, o IOC colecionou uma série de prêmios, homenagens e reconhecimentos, reforçando sua excelência em ciência, inovação e formação acadêmica. 

Logo nos primeiros dias o ano, o jogo ‘Ciclo do Poder’ foi eleito o jogo indie brasileiro de 2024, segundo um site especializado no tema. E pesquisadores do Instituto ganharam projeção internacional, se destacando em ranking de cientistas mais influentes e em levantamento sobre especialistas com maior impacto em políticas públicas e decisões globais. 

Reconhecimentos individuais foram um marco. Teve entrega de medalha pelo governo francês, pelas câmaras municipais de Petrópolis e de Duque de Caxias, e por universidade peruana e instituição de divulgação científica


Medalha 'Carlos Chagas de Honra ao Mérito' à esquerda e insígnia do escudo da Universidade Nacional Maior de São Marcos à direita. Foto: Acervo pessoal

Também teve posse na Academia Brasileira de Ciências, recebimento de título de cidadão de cidade cearense e nomeação para o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA).

Trabalhos de pesquisadores e estudantes foram reconhecidos em eventos nacionais e internacionais, como o Prêmio Conexão InovaCongresso ParasitoPrêmio Jovem Cientista, Prêmio da Sociedade Brasileira de Parasitologia, Host-Pathogen Interaction Meeting, Prêmio Faperj, e os congresso da Sociedade Brasileira de Imunobiologia, de Medicina Tradicional e de Fisiologia e Patologia

Além disso, um estudo sobre a doença de Chagas recebeu menção honrosa em evento de celebração do SUS no Piauí.

Eventos internos promovidos pelo Instituto e pela Fiocruz premiaram pesquisas inovadoras com os prêmios Juliana de MeisOswaldo Cruz de Teses e IOC de Teses Alexandre Peixoto

Agraciadas da edição 2025 do Prêmio IOC de Teses Alexandre Peixoto. Foto: Rudson Amorim

O pesquisador Milton Ozório Moraes, falecido em 2022 e reconhecido por sua dedicação à pesquisa científica e ao cuidado humanizado no enfrentamento da hanseníase, foi homenageado em dois eventos e teve seu nome e legado eternizados em uma medalha de mérito em epidemiologia das doenças genéticas. 

E a galeria de homenagens não poderia terminar de forma mais graciosa: uma pesquisadora teve seu nome eternizado em uma nova espécie de mariposa identificado em Minas Gerais e que passou a integrar o da Coleção Entomológica do IOC. 


Nome de nova espécie de mariposa homenageou pesquisadora. Foto: Mielke e colaboradores, Zootaxa, 2025.
Ano foi marcado por comemorações pelos 125 anos da Unidade e por dezenas de honrarias recebidas por profissionais e estudantes
Por: 
viniciusferreira
Em 2025, o IOC completou 125 anos de dedicação à ciência e à saúde nacionais. Foto: Henrique Nobre

Um ano de celebrações e iniciativas de cooperação que reafirmaram o compromisso do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) de promover ciência e saúde em prol da população brasileira. Essa pode ser uma breve síntese sobre o 2025 do IOC, que também foi recheado de prêmios, homenagens e reconhecimentos, diversas ações de divulgação científica e promoção da saúde, além de inúmeras contribuições para a vigilância em saúde. 

Fundado em 25 de maio de 1900, o que originalmente nascera como Instituto Soroterápico Federal, dedicado à produção de soro e vacina contra peste bubônica, doença que, à época, assolava a população, se transformou, em pouco tempo, em um centro de medicina experimental inédito no país, unindo pesquisa, ensino e produção. 

Para celebrar os 125 anos do IOC, uma programação especial tomou conta de todo o ano. Dividido em atos, o ‘Simpósio IOC Jubileu 125 anos’ reuniu profissionais e estudantes do Instituto, gestores públicos e especialistas de renomadas instituições em torno de palestras, mesas-redondas, exposições, lançamentos, homenagens, inaugurações e, é claro, muita confraternização e alegria. 

Durante as comemorações do Jubileu, foi anunciado o lançamento do perfil oficial do Instituto no Instagram, que, em apenas seis meses, alcançou a marca de mais de 10 mil seguidores.

Pilar da ciência e saúde globais, o IOC apresentou ao mundo em 2025 avanços significativos em pesquisas desenvolvidas na Unidade, como o estudo que decodificou genomas de três cepas do vírus influenza A H5N1, causador da gripe aviária, detectadas na Antártica. Os achados ampliaram as evidências de circulação do microrganismo no continente gelado e contribuíram para o entendimento das rotas de disseminação do patógeno. 

Em relação à doença de Chagas, estudo validou metodologia mais rápida, sensível e confiável para diagnóstico molecular do agravo. Complementarmente, pesquisas de ponta utilizaram simulação computacional em escala atômica para mapear 1,44 milhão de átomos e identificar alvos que podem levar a novas terapias ou vacinas contra o Trypanosoma cruzi. Já um estudo com base em bioengenharia abriu possibilidades inovadoras na busca de tratamentos para Chagas e câncer. 

Ações de campo se materializaram na inauguração do Cepav-Chagas e do Laboratório de Entomologia em Limoeiro do Norte, Ceará, que visou conscientização e diagnóstico em áreas endêmicas. Também foi celebrado o primeiro aniversário do Cepav-Chagas de Posse, em Goiás. 

Minicoração: cultura 3D de células cardíacas apresenta contrações, entre outras características do órgão. Vídeo: Seydel e colaboradores, Biomedicines, 2024

Em hepatites virais, o IOC desenvolveu testes moleculares rápidos, com o objetivo de fornecer resultados em apenas 30 minutos nas unidades de saúde. Também teve destaque a classificação de um novo subgenótipo da hepatite D e a promoção de ações externas de testagem em populações vulneráveis. 

Pesquisadores do IOC avançaram na compreensão da replicação de vírus emergentes, como o Mpox e o Oropouche. Além disso, um estudo identificou mecanismo relacionado com a gravidade de casos de Covid-19 e outro analisou efeitos de poluentes orgânicos persistentes em gestantes. 

No campo dos vetores, uma tecnologia inovadora copatenteada pela Fiocruz criou uma cápsula alimentar capaz de matar larvas do Aedes aegypti e contribuir para o controle do vetor. Já uma missão internacional de pesquisadores do IOC em Angola contribuiu para ampliar a capacidade de resposta a surtos de doenças e ameaças à saúde pública. E, na Mata Atlântica, uma nova espécie de mosca predadora foi descoberta em parceria com especialistas da Universidade Federal da Paraíba. 

Ações sociais do IOC alcançaram centenas de pessoas em situação de rua. Foto: Rudson Amorim

Também foi destaque o lançamento de um novo suplemento alimentar para cães e gatos obtido a partir de uma tecnologia desenvolvida em conjunto com uma empresa privada. Com o nome ‘Gastroband’, o produto utiliza extratos de plantas medicinais, visando complementar a alimentação de pets, com foco na saúde gastrointestinal. 

E, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi desenvolvido um novo teste rápido para o diagnóstico da hantavirose, capaz de detectar a doença em 20 minutos, com apenas uma gota de sangue. 

Houve ainda avanços no campo da editoração científica. A revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz passou a adotar a revisão por pares aberta, divulgando os pareceres dos revisores junto aos artigos, o que aumentou a transparência do processo editorial. Além disso, a revista ingressou na Rede Brasileira de Reprodutibilidade (RBR), com o objetivo de estabelecer parâmetros que favoreçam a replicação das pesquisas. Os 115 anos da revista foram tema da quarta edição do projeto ‘Somos Manguinhos’. 

A tríade ciência, saúde e inovação esteve presente em importantes eventos. No Rio Innovation Week, especialistas ministraram palestras sobre a popularização da ciência em territórios vulnerabilizados e sobre estratégias de biossegurança e preparo para novas pandemias. 

Já a participação do Instituto na ExpoRio Turismo, marcou o início da construção de um programa de turismo científico voltado para toda a sociedade. Em um evento na Firjan, o IOC se uniu à Aliança pela Inovação do Rio de Janeiro, juntamente com outras 20 instituições, para fortalecer o ecossistema de inovação fluminense e traduzir o conhecimento científico em soluções práticas.  

Como parte das ações de memória e equidade, foram promovidas duas importantes iniciativas. A quinta edição do projeto 'Somos Manguinhos' celebrou o legado da cientista Maria de Nazareth Meirelles e homenageou 15 pesquisadoras com a medalha de Mérito Feminino na Ciência que leva seu nome.  

E o encontro inédito ‘Vida e obra de personalidades negras que inspiram’ abordou temas como representatividade e racismo estrutural. O debate destacou a educação como a possibilidade real para garantir permanência e futuro para a juventude negra. 


Pesquisadoras que receberam a 'Medalha Maria de Nazareth Meirelles de Mérito Feminino na Ciência’. Foto: Rudson Amorim

Cooperação em prol da saúde pública 

O ano foi marcado pela expansão da cooperação global, pela participação em grandes eventos de tecnologia e por avanços institucionais em iniciativas estratégicas focadas em ciência, saúde e inovação, reforçando seu papel no cenário nacional e internacional.  

Em consonância com a Vice-Presidência de Saúde Global da Fiocruz, o IOC implementou a Coordenação de Relações Internacionais para ampliar as oportunidades de cooperação científica e promover o Instituto no exterior.  


Nova Coordenação de Relações Internacionais do IOC busca fortalecer redes de pesquisa e projetar a ciência brasileira no cenário internacional. Foto: Rudson Amorim

Nessa linha, o Instituto fortaleceu laços internacionais com diversas nações. Em Madri, foram debatidas parcerias em sustentabilidade, saúde e mudanças climáticas com o Instituto de Saúde Carlos III. Com a Suíça, foi assinado um Memorando de Entendimento com a Universidade de St. Gallen para intercâmbios e projetos em áreas como 'Saúde Única' e 'Inovação em Saúde'. Com representantes do Ministério da Saúde do Equador foi discutida cooperação técnica em leptospirose e arboviroses.  

Em Portugal, um encontro internacional organizado pelo IOC focou na urgência da saúde planetária e nas mudanças climáticas e um curso internacional de inovaçãco em ciência e saúde promoveu uma imersão em criatividade, ciência e empreendedorismo. 


Evento sobre ciência e inovação aproximou especialistas brasileiros e portugueses. Foto: Acervo pessoal

Com pesquisadores da Itália e da China foram debatidas possibilidades de parcerias para a formação de estudantes da Pós-graduação e no desenvolvimento de projetos de pesquisa. Na Grécia, houve avanço em cooperação em projeto sobre infecções emergentes e reemergentes. A cooperação entre o IOC e instituições japonesas fortaleceram a integração científica.

Com a França, foi promovido encontro para reforçar laços e projetar novas colaborações. E marcando o Ano Cultural Brasil-França, o Documentário ‘Rey, ciência em defesa da vida’, produzido por IOC e VídeoSaúde, foi selecionado para exibição no Instituto Pasteur, em Paris. 

Por aqui, fomos anfitriões de workshop sobre vigilância genômica e estudos epidemiológicos virais, reunindo profissionais do Brasil, Argentina e Uruguai e participamos de reuniões em Brasília para discutir acordos de cooperação com a CAPES, o Ministério da Saúde e o Conass. 


Projeto internacional visa atualizar o mapa entomológico de Angola. Foto: Rudson Amorim

Profissionais angolanos participaram de qualificação sobre vigilância de vetores e técnicos moçambicanos conheceram a estrutura da Plataforma de Bioinformática coordenada pelo IOC. 

Foi realizada, ainda, a inauguração do Centro de Estudo e Pesquisa em Ambiente e Zoonoses (CEPAZ) Professor José Rodrigues Coura, em Campos dos Goytacazes, em parceria com a Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e secretarias de saúde, com o objetivo de ser um espaço colaborativo para estudos sobre zoonoses e temas relevantes à região. 

No Acre, o diálogo foi em torno do estabelecimento de um termo de cooperação técnica para o desenvolvimento de projeto de pesquisas em Unidades de Conservação Estaduais e em Áreas de Proteção Ambiental (APA), tendo como base a abordagem de Saúde Única e de Educação Ambiental. 


Parceria interinstitucional vai ampliar a produção de estudos e debates sobre zoonoses. Foto: Vinícius Ferreira

Clima e biodiversidade  

No ano da COP 30 no Brasil, o Instituto Oswaldo Cruz intensificou suas iniciativas em segurança biológica e saúde global, destacando-se na preservação de acervos e na articulação de respostas aos desafios climáticos. 

O IOC marcou presença no evento, defendendo a abordagem de saúde única na formulação de políticas públicas e integrou o ‘Relatório de Avaliação da Amazônia 2025’, que alerta que a degradação ambiental aumenta os riscos sanitários e a proximidade humana com patógenos. 

Na Cop 30, Instituto debateu como territórios e saberes se unem diante das epidemias. Foto: reprodução

Em um processo inédito na Fiocruz, três coleções biológicas do IOC estabeleceram cópias de segurança de seu banco de espécimes. Ainda neste tema, um levantamento mostrou que nos últimos dez anos, pesquisadores do Instituto participaram da descrição de cerca de 260 novas espécies no Brasil e em outros países. A identificação de novos organismos é considerada fundamental para antecipar e reduzir riscos à saúde pública em meio às mudanças nos ecossistemas e à crise climática. 

E pela primeira vez no país, cientistas mapearam mais de uma centena de patógenos com potencial de transmissão para humanos entre mamíferos. O documento destaca lacunas em políticas públicas e faz recomendações para proteger a saúde e a biodiversidade. 


Visão dorsal do espécime macho de Panstrongylus noireaui, uma das várias descritas por cientistas do IOC. Foto: Acervo

Ciência, saúde e sociedade 

Em 2025, pesquisadores e estudantes do IOC promoveram uma intensa mobilização em torno de ações de divulgação científica e promoção, refletindo o compromisso institucional em aproximar a sociedade das pesquisas desenvolvidas nos laboratórios e de levar saúde a quem mais precisa. 

O Instituto marcou presença no 60º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (Medtrop), na Paraíba, onde foi homenageado pelos seus 125 anos. Na 77ª Reunião Anual da SBPC, em Pernambuco, na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e no Fiocruz pra Você iniciativas lúdicas impactaram milhares de pessoas.  

Pesquisadores e estudantes do IOC em prol da divulgação científica na SBPC 2025. Foto: Vinicius Ferreira

A tecnologia social ‘Expresso Chagas XXI’ esteve em Goiás com atividades de mobilização, formação e realização de testes rápidos. O programa ‘IOC+Escolas’ levou conhecimento científico a mais de mil crianças, jovens e adultos em escolas públicas do estado do Rio de Janeiro. 

da sala de aula para o laboratório, alunas de escolas da cidade do Rio e da Baixada Fluminense vivenciaram a rotina de pesquisa de cientistas mulheres do IOC e estudantes de Volta Redonda (RJ) conheceram um pouco do universo da microscopia eletrônica


Meninas trocaram a sala de aula pelo laboratório e foram recebidas por pesquisadoras do IOC. Foto: Max Gomes

A exposição 'Biodiversidade, Saúde & Arte’ no Palácio Itaboraí, em Petrópolis, discutiu a relação entre biodiversidade, doença de Chagas e mudanças climáticas. O curso ‘Saúde Comunitária’ formou mais 110 multiplicadores de conhecimento, moradores de territórios em situação de vulnerabilidade social. Já a capacitação 'Guardiãs das Matas' formou mulheres de comunidades do Rio para aturarem em educação ambiental em seus bairros. 

Ainda no tema ambiental, o projeto internacional Mosaic percorreu regiões de fronteira do Brasil e do exterior para contribuir para a saúde das populações e dos ecossistemas na Amazônia e no Leste da África diante das mudanças climáticas e da degradação ambiental. 

Dedicada a fornecer informações sobre educação em saúde em pediculose, a produção audiovisual que apresenta fatos curiosos e mitos sobre piolhos, desenvolvida pela Comunicação do IOC, ultrapassou a surpreendente marca de 1 milhão de visualizações. 

Referência nacional e internacional 

Em mais um ano, o IOC se posicionou na vanguarda da vigilância em saúde pública e na promoção de qualidade assistencial. 

Ambulatório Souza Araújo, especializado no atendimento a pacientes com hanseníase, conquistou a renovação de seu certificado nacional de acreditação. 

Acreditação do Ambulatório Souza Araújo refletiu padrões de excelência no atendimento. Foto: Rudson Amorim

Sempre atentos à constante circulação de novas variantes do SARS-CoV-2, o Instituto confirmou a circulação da cepa XFG da Covid-19 na cidade do Rio de Janeiro, classificada pela Organização Mundial da Saúde como 'variante sob monitoramento'.  

O Instituto também atuou no esclarecimento de um caso humano suspeito de gripe aviária (H5N1) no Rio Grande do Sul e participou de eventos voltados à preparação contra poliovírus e vírus respiratórios. 

E, de forma pioneira, identificou no Brasil o subclado K do vírus influenza A (H3N2), que vinha sendo monitorado por autoridades de saúde internacionais, tendo em vista o aumento de casos no hemisfério Norte. 


O maruim (Culicoides paraensis) é o principal vetor da Oropouche. Foto: Coleção de Ceratopogonidae do IOC/Fiocruz

A vigilância de arboviroses também foi intensificada. Estudos detalharam a dispersão acelerada do vírus Oropouche para a região Sudeste e foi produzido manual operacional em parceria com a OPAS para auxiliar entomologistas das Américas na identificação do maruim, principal vetor principal da doença. 

No combate a parasitoses, pesquisadores identificaram a ampla disseminação do verme causador da meningite eosinofílica em moluscos terrestres no estado do Rio de Janeiro. O Instituto também promoveu duas capacitações em malacologia para profissionais de saúde para fortalecer a vigilância da esquistossomose

Reforçando a infraestrutura nacional de análise de patógenos, o IOC inaugurou seu primeiro laboratório de alta contenção de nível de biossegurança 3 (NBA-3) para pesquisas com biomodelos e pesquisadores japoneses foram recebidos para compartilhamento de experiências sobre pesquisas em infraestrutura com elevado índice de biossegurança. 

Para fortalecer a preparação e resposta a emergências de saúde pública, cientistas participaram de evento da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) sobre regulamento sanitário internacional 


Capacitações alcançaram técnicos de vários estados. Foto: Max Gomes

No Norte do país, ações de vigilância da equinococose neotropical em territórios indígenas ampliaram o compartilhamento de conhecimentos científicos sobre a doença entre a população e os profissionais de saúde locais. 

Foram desenvolvidos dois importantes kits para diagnóstico: um que detecta rotavírus e norovírus e outro destinado à hantavirose

Avanços na formação acadêmica

Importantes atividades destacaram o papel do IOC na formação de mestres e doutores, na promoção de debates sobre o Ensino e no fortalecimento de redes de conhecimento no país. 


Auditórios lotados marcaram atividades do Ensino. Foto: Rudson Amorim

Dentre os destaques, foi realizada, de forma inédita, a Semana de Abertura do Ano Acadêmico, que reuniu palestras, mesas-redondas e discussões sobre ética em pesquisa, saúde mental dos pós-graduandos, ensino híbrido e ciência cidadã. 

Já na tradicional Semana da Pós-graduação, a intensa participação da comunidade acadêmica foi m torno de temas como internacionalização, mudanças climáticas, ensino e empregabilidade.  

Alunos da nova turma de mestrado do IFAC, oferecida pela Pós em Biociências e Saúde do IOC. Foto: IFAC

Cruzando os muros de Manguinhos, o programa de Pós-graduação em Ensino em Biociências e Saúde iniciou uma turma de mestrado especial no Acre, fortalecendo a cooperação institucional para formação de profissionais da educação e saúde no Norte do país.  

No quesito celebração, a Pós-graduação em Medicina Tropical comemorou 45 anos de formação de especialistas, com eventos que remontaram à sua trajetória e o curso de Pós-graduação em Ciência, Arte e Cultura na Saúde celebrou seus 15 anos de criação, refletindo sobre a integração entre abordagens científicas e culturais na área da saúde. 

Também foi destaque curso internacional sobre vetores e suas doenças, que aproximaram estudantes de diversas partes do país em estudos de impacto para a saúde pública.   

Curso internacional uniu alunos e professores em torno da capacitação em controle de vetores. Foto: Max Gomes 

Muitos prêmios, muitas homenagens 

Em 2025, o IOC colecionou uma série de prêmios, homenagens e reconhecimentos, reforçando sua excelência em ciência, inovação e formação acadêmica. 

Logo nos primeiros dias o ano, o jogo ‘Ciclo do Poder’ foi eleito o jogo indie brasileiro de 2024, segundo um site especializado no tema. E pesquisadores do Instituto ganharam projeção internacional, se destacando em ranking de cientistas mais influentes e em levantamento sobre especialistas com maior impacto em políticas públicas e decisões globais. 

Reconhecimentos individuais foram um marco. Teve entrega de medalha pelo governo francês, pelas câmaras municipais de Petrópolis e de Duque de Caxias, e por universidade peruana e instituição de divulgação científica


Medalha 'Carlos Chagas de Honra ao Mérito' à esquerda e insígnia do escudo da Universidade Nacional Maior de São Marcos à direita. Foto: Acervo pessoal

Também teve posse na Academia Brasileira de Ciências, recebimento de título de cidadão de cidade cearense e nomeação para o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA).

Trabalhos de pesquisadores e estudantes foram reconhecidos em eventos nacionais e internacionais, como o Prêmio Conexão InovaCongresso ParasitoPrêmio Jovem Cientista, Prêmio da Sociedade Brasileira de Parasitologia, Host-Pathogen Interaction Meeting, Prêmio Faperj, e os congresso da Sociedade Brasileira de Imunobiologia, de Medicina Tradicional e de Fisiologia e Patologia

Além disso, um estudo sobre a doença de Chagas recebeu menção honrosa em evento de celebração do SUS no Piauí.

Eventos internos promovidos pelo Instituto e pela Fiocruz premiaram pesquisas inovadoras com os prêmios Juliana de MeisOswaldo Cruz de Teses e IOC de Teses Alexandre Peixoto

Agraciadas da edição 2025 do Prêmio IOC de Teses Alexandre Peixoto. Foto: Rudson Amorim

O pesquisador Milton Ozório Moraes, falecido em 2022 e reconhecido por sua dedicação à pesquisa científica e ao cuidado humanizado no enfrentamento da hanseníase, foi homenageado em dois eventos e teve seu nome e legado eternizados em uma medalha de mérito em epidemiologia das doenças genéticas. 

E a galeria de homenagens não poderia terminar de forma mais graciosa: uma pesquisadora teve seu nome eternizado em uma nova espécie de mariposa identificado em Minas Gerais e que passou a integrar o da Coleção Entomológica do IOC. 


Nome de nova espécie de mariposa homenageou pesquisadora. Foto: Mielke e colaboradores, Zootaxa, 2025.

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)